Ainda com relação ao caso clínico apresentado, caso o sopro ...
Texto para as questões de 41 a 44
Uma paciente com dezenove anos de idade foi encaminhada para avaliação cardiológica em decorrência de cardiopatia reumática crônica. Em sua ausculta cardíaca, foram constatados: ritmo cardíaco regular em dois tempos, hiperfonese da primeira bulha em focos de ponta, hiperfonese e desdobramento amplo e variável da segunda bulha em foco pulmonar, sopro diastólico, grau II de Levine, suave, mais bem audível em foco pulmonar, presença de estalido de abertura da mitral em foco mitral seguido de sopro diastólico (grau II de Levine) e de reforço pressistólico mais bem audíveis em foco mitral. Percebeu-se, ainda, sopro sistólico em foco tricúspide (grau III), intensificado pela manobra de Müller. A pressão arterial era de 120 mmHg x 70 mmHg, os pulsos arteriais estavam palpáveis, simétricos e de amplitude dentro da normalidade. Com cabeceira do leito posicionada a 45º, observou-se onda “v” gigante no pulso venoso jugular.Ainda com relação ao caso clínico apresentado, caso o sopro diastólico mais bem audível em foco pulmonar seja secundário à hipertensão pulmonar, ele será denominado
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Tema central: Esta questão aborda o reconhecimento dos sopros cardíacos diastólicos em situações clínicas específicas, especialmente na hipertensão pulmonar associada à cardiopatia reumática crônica.
Justificativa para a alternativa correta (B - Graham-Steell): O sopro de Graham-Steell é um sopro diastólico precoce, de alta frequência, ouvido melhor no foco pulmonar. Ele ocorre devido à insuficiência da valva pulmonar causada pela dilatação do anel valvar em contextos de hipertensão pulmonar persistente. Conforme destacado em manuais clássicos (Goldman’s Cecil Medicine, 25ª ed.), “o sopro de Graham-Steell surge como consequência direta da regurgitação pulmonar em hipertensão pulmonar grave”.
Os achados do caso (sopro diastólico no foco pulmonar, história de cardiopatia reumática e sinais de sobrecarga de câmaras direitas) são típicos deste sopro. Reconhecer essa relação é essencial, pois ela direciona a investigação e o manejo na prática clínica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Dock: Sopro diastólico raro, classicamente associado à estenose do óstio coronariano esquerdo, não à hipertensão pulmonar.
C) Austin-Flint: Sopro diastólico em foco mitral por insuficiência aórtica grave; pode simular estenose mitral, não ocorre no foco pulmonar.
D) Carey-Coombs: Sopro diastólico de baixa frequência no foco mitral, típico da fase aguda da febre reumática, resultado de valvulite mitral, não de hipertensão pulmonar.
E) Roger: Sopro pansistólico relacionado a comunicação interventricular pequena, não diastólico, nem associado à valva pulmonar.
Estratégias para provas: Atenção aos termos do enunciado: o local (foco pulmonar), o momento da ausculta (diástole) e a associação clínica (hipertensão pulmonar). Isso elimina alternativas que envolvam sopros da mitral ou aórtica.
Citação de diretriz: Segundo o Tratado de Cardiologia da SBC (2019), “o sopro diastólico audível no foco pulmonar em hipertensão pulmonar grave é denominado sopro de Graham-Steell” (cap. 50, pág. 766).
Resumo final: O sopro descrito é classicamente Graham-Steell. Reconhecer suas características é fundamental para o diagnóstico de hipertensão pulmonar e direcionamento do tratamento.
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