Portadores de alguns genótipos da uridina difosfato glucoron...

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Q395129 Medicina
Existe grande variabilidade na resposta individual à dose padrão de agentes antineoplásicos. Essa variabilidade é um problema na prática clínica, que resulta em falhas terapêuticas ou reações adversas ao tratamento. Com relação a esse assunto, julgue os itens que se seguem.


Portadores de alguns genótipos da uridina difosfato glucoroniltransferase A1 (UGT1A1) são propensos a maior risco de neutropenia, quando recebem tratamentos à base de irinotecano.
Alternativas

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Gabarito: C (Certo)

Tema central: A questão aborda a variabilidade genética na resposta aos quimioterápicos, destacando o papel dos polimorfismos do gene UGT1A1 no risco de toxicidade hematológica, sobretudo neutropenia, durante o tratamento com irinotecano.

Justificativa da alternativa correta: O irinotecano, ao ser administrado, é convertido em SN-38, seu metabólito ativo. A eliminação do SN-38 ocorre via glucuronidação pela enzima uridina difosfato glucuronosiltransferase A1 (UGT1A1). Pacientes com variantes genéticas como UGT1A1*28 ou UGT1A1*6 têm atividade enzimática reduzida, o que provoca acúmulo de SN-38 e, consequentemente, aumenta o risco de neutropenia grave.

Esse fenômeno é respaldado em literatura médica: “pacientes portadores do alelo *28 do UGT1A1 possuem risco aumentado de desenvolver neutropenia ao receber irinotecano devido à menor glucuronidação do SN-38.” (Journal of Coloproctology, 2021). Diretrizes internacionais também sugerem consideração de ajuste de dose nesses casos (UpToDate).

Análise das alternativas:

  • C (Certo): Correta, conforme demonstrado pela fisiopatologia e pelas evidências clínicas. O teste genético da UGT1A1 pode auxiliar na decisão terapêutica personalizada, prevenindo toxicidades severas.
  • E (Errado): Incorreta, pois ignoraria a relação já comprovada entre polimorfismo do UGT1A1 e risco de neutropenia, contrariando evidências científicas robustas e boas práticas atuais de oncologia clínica.

Como evitar pegadinhas: Observe citações genéticas e termos como “propensos”: para questões de farmacogenética, procure conexões entre enzimas metabolizadoras e toxicidade.

Dica de prova: O conhecimento sobre farmacogenética está cada vez mais presente em concursos na área oncológica. Fique atento às enzimas que metabolizam quimioterápicos e lembre que variantes genéticas podem alterar tanto eficácia quanto toxicidade dos medicamentos.

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