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Q4039939 Medicina
Uma mulher de 32 anos, assintomática e sem fatores de risco, solicita realização anual de tomografia de corpo inteiro para “prevenção de câncer”. Qual é a melhor conduta segundo os princípios da prevenção quaternária
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O caso descreve uma mulher de 32 anos, assintomática e sem fatores de risco, pedindo tomografia de corpo inteiro para “prevenção de câncer”. Nesse cenário, a prevenção quaternária orienta evitar rastreamento não recomendado e potencialmente danoso, pois não há benefício comprovado e há risco de radiação ionizante, achados incidentais, falso-positivos e sobrediagnóstico; por isso, a alternativa correta é contraindicar o exame e orientar a paciente.

Tema central: Prevenção quaternária
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atender à solicitação da paciente, apesar da ausência de indicação clínica, contraria a prevenção quaternária. A autonomia do paciente não obriga a prescrição de exame sem benefício comprovado e com potencial de dano. Aqui, o erro médico específico é transformar demanda em critério suficiente para expor a paciente à radiação e ao risco de sobrediagnóstico.
B
Errada
Está errada porque associar marcadores tumorais não corrige a inadequação do rastreamento por tomografia em paciente assintomática e de baixo risco. Pelo contrário, soma métodos sem benefício comprovado nesse contexto e aumenta a probabilidade de falso-positivos e de cascata investigativa. Exames inadequados não se tornam indicados por serem combinados entre si.
C
Certa
A alternativa C está correta porque aplica diretamente o conceito de prevenção quaternária ao cenário de rastreamento sem indicação. O problema central não é escolher intervalo ou combinar testes, mas reconhecer que a intervenção pedida é inadequada para uma pessoa assintomática e de baixo risco. Nessa situação, a tomografia de corpo inteiro pode gerar incidentalomas, falso-positivos, cascatas diagnósticas e sobrediagnóstico, além de expor à radiação ionizante sem benefício demonstrado. Portanto, a conduta tecnicamente adequada é contraindicar o exame e explicar esses potenciais danos.
D
Errada
Está errada porque reduzir a periodicidade não resolve o problema central, que é a falta de indicação do exame. Quando uma estratégia de rastreamento não é recomendada e tem potencial de dano sem benefício demonstrado, a conduta correta não é espaçar sua repetição, mas não solicitá-la.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre “fazer menos” e “fazer o que é indicado”: não se trata de escolher frequência mais segura nem de reforçar investigação, mas de reconhecer que o exame é inadequado desde o início pelo princípio da prevenção quaternária.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado destacar prevenção quaternária, procure intervenções sem benefício comprovado e com potencial de dano por excesso de medicalização.
  • Em rastreamento, assintomático + baixo risco pesa contra exames não recomendados, mesmo que o paciente peça.
  • Radiação, incidentalomas, falso-positivos e sobrediagnóstico são critérios concretos para recusar exame sem indicação.
  • Se a indicação está errada, mudar periodicidade ou associar outros exames não corrige o erro.

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