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Q3222163 Fisioterapia
Uma paciente de 45 anos, previamente ativa e sem comorbidades, apresentou COVID-19 há 16 semanas. Ela relata persistência de fadiga intensa, fraqueza muscular, dispneia ao esforço e piora na qualidade de vida. Durante a avaliação fisioterapêutica, são observadas limitações na realização das atividades diárias. Considerando o quadro clínico descrito e os princípios de reabilitação pósCOVID-19, qual seria a abordagem fisioterapêutica mais adequada para essa paciente?
Alternativas

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O tema central da questão é a reabilitação pós-COVID-19, focando na abordagem fisioterapêutica para pacientes que apresentam sintomas persistentes, como fadiga, fraqueza muscular, dispneia e impacto negativo na qualidade de vida. Esses sintomas são frequentemente associados à síndrome pós-COVID-19, que requer uma abordagem de reabilitação cuidadosa e progressiva para restaurar a funcionalidade e melhorar o bem-estar do paciente.

Alternativa Correta: C - Prescrever exercício resistido para treinamento de força e resistência muscular de forma gradual, associado ao monitoramento da fadiga e dispneia. Esta é a abordagem mais adequada para a paciente descrita, pois o exercício resistido ajuda a melhorar a força muscular e a resistência de forma progressiva, essencial para pacientes que experimentam fraqueza muscular pós-COVID-19. A monitorização da fadiga e dispneia é crucial para ajustar a intensidade do exercício e evitar o sobrecarregamento, respeitando os limites individuais do paciente.

Vamos analisar as alternativas incorretas:

A - Prescrever exercícios aeróbicos de alta intensidade para melhorar a tolerância ao esforço. Esta abordagem não é indicada inicialmente, pois exercícios de alta intensidade podem exacerbar a fadiga e a dispneia em pacientes que ainda estão se recuperando da COVID-19. O foco deve ser em um progresso gradual.

B - Priorizar repouso e prescrever oxigenioterapia para evitar o agravamento da fadiga e da dispneia. O repouso absoluto não é recomendado, pois pode levar à descondicionamento físico. A oxigenioterapia não é indicada a menos que haja hipoxemia confirmada.

D - Encaminhar para psicólogo devido relato da paciente de piora na qualidade de vida. Embora o suporte psicológico seja importante, ele deve ser complementar e não substituir a reabilitação física, que é crucial para a recuperação funcional.

E - Prescrever exercícios respiratórios exclusivamente como TMI, visando a melhora da dispneia ao esforço. Os exercícios respiratórios são parte do tratamento, mas não devem ser a única intervenção. O fortalecimento muscular global também é necessário para melhorar a capacidade funcional.

De acordo com diretrizes de reabilitação pós-COVID-19, como as fornecidas pela OMS e outras entidades de saúde, a reabilitação deve ser individualizada e focada em exercícios progressivos que respeitem a capacidade atual do paciente, evitando sobrecarga.

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Comentários

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A) A paciente esta com fraqueza muscular e dispneia, exercicio de alta intensidade não é o recomendável. Mas progressivo sim.

B) Respouso não trata paciente, deve-se inciiar a atividade física de forma progressiva para reverter o caso de fraqueza muscular, por exemplo.

C) GABARITO

D) Não faz sentido.

E) Não só exercicios respiratorios. Neste caso trataria apenas a dispneia.

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