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Q1654615 Medicina
Homem de 42 anos apresentando fadiga, disfunção erétil e diminuição da libido. Paciente sem comorbidades ou medicações prévias. Avaliação prostática normal. Não relata galactorréia e sinais ou sintomas de acromegalia. Exames laboratoriais revelam hipogonadismo hipogonadotrófico; Prolactina: 2 dosagens realizadas - 39,3 ng/mL e 35,7 ng/mL (VR: até 19 ng/dL). O próximo passo mais apropriado a ser seguido é:
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Tema central: O caso aborda hipogonadismo hipogonadotrófico associado à hiperprolactinemia, sintomas comuns em distúrbios do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. A prolactina elevada pode inibir a secreção de GnRH, diminuindo LH/FSH e levando à diminuição da testosterona em homens.

Justificativa para a alternativa correta (B): A ressonância magnética de sela túrcica é o exame de escolha quando há hiperprolactinemia persistente moderada e sinais clínicos compatíveis (fadiga, disfunção erétil e perda de libido), para pesquisar adenoma hipofisário, principal causa de prolactina elevada nesse perfil.

Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine e UpToDate, “frente à hiperprolactinemia confirmada, especialmente acima de 20-25 ng/mL associada a hipogonadismo, deve-se solicitar RM de sela túrcica na investigação inicial” (Seção 341. Prolactinomas).

Análise das alternativas incorretas:

A) Dosagem de macroprolactina: O achado de macroprolactina raramente está associado a sintomas clínicos. A investigação só é indicada quando há hiperprolactinemia assintomática ou valores discretamente elevados, sem sinais de hipogonadismo.

C) Solicitar a prolactina diluída: Utilizada quando há suspeita de “efeito gancho” (valores muito altos de prolactina com resultado falsamente baixo), o que não é o caso aqui (níveis entre 35-39,3 ng/mL).

D) Dosagem de estradiol: Pode ser útil em alguns diagnósticos diferenciais do hipogonadismo, mas não é o exame de escolha diante de hiperprolactinemia confirmada e sintomática.

E) Ultrassonografia de bolsa escrotal: Tem papel limitado à investigação de causas periféricas de hipogonadismo; não é indicada aqui, onde o problema é central (hipotalâmico-hipofisário).

Estratégias de prova: Atenção para termos como “próximo passo” e os achados laboratoriais. A hiperprolactinemia sintomática central demanda investigação estrutural com RM. Pegadinhas podem induzir ao pedido de macroprolactina, mas nesse contexto clínico ela não se aplica.

Resumo: Priorizamos a ressonância magnética de sela túrcica, conforme boas práticas e diretrizes das sociedades endócrinas, para elucidar a causa central do quadro clínico-laboratorial apresentado.

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O próximo passo mais apropriado a ser seguido neste caso é a realização de uma ressonância magnética de sela túrcica, que é a alternativa B. O paciente apresenta sintomas de hipogonadismo hipogonadotrófico, o que é um indicativo de algum problema na hipófise. Além disso, os níveis de prolactina estão muito elevados, o que pode ser um sinal de presença de um tumor na hipófise. A ressonância magnética é o exame mais indicado para identificar a presença de um tumor nessa região. Portanto, é importante realizar essa investigação antes de considerar outras opções de tratamento.

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