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Q3416319 Odontologia
O anestésico cuja potência é 4x maior que a lidocaína e que por ser mais potente, sua cardiotoxicidade também é 4x maior é:
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Tema central: anestésicos locais em Odontologia — relação entre potência, lipossolubilidade e cardiotoxicidade. De modo geral, quanto maior a lipossolubilidade/proteína-ligação, maior a potência e a duração, mas também maior a cardiotoxicidade, especialmente pela ação nos canais de sódio cardíacos (Nav1.5).

Gabarito: B – Bupivacaína.

Justificativa da correta (Bupivacaína): A bupivacaína é cerca de 4 vezes mais potente que a lidocaína e apresenta cardiotoxicidade significativamente maior. Mecanismo: elevada lipossolubilidade e forte ligação proteica aumentam afinidade e lenta dissociação dos canais de sódio cardíacos, predispondo a arritmias, QRS alargado, hipotensão e colapso circulatório, sobretudo em injeções intravasculares acidentais ou doses altas. Em Odontologia, é usada para procedimentos longos (0,5% com vasoconstrictor), porém com cautela redobrada. Referências: Malamed – Handbook of Local Anesthesia; Miller’s Anesthesia; UpToDate; diretrizes ASRA sobre toxicidade sistêmica por anestésicos locais (LAST).

Análise das alternativas incorretas:

A) Articaína – Potência semelhante ou discretamente maior que a lidocaína (~1–1,5x). Vantagens: boa difusão óssea (anel tiofeno). Não é 4x mais potente nem 4x mais cardiotóxica. Perfil de segurança adequado quando usada corretamente.

C) Prilocaína – Potência igual ou um pouco inferior à lidocaína. Principal efeito adverso: metemoglobinemia (formação de o-toluidina), especialmente em altas doses/associação com benzocaína. Cardiotoxicidade não é marcada nem 4x maior.

D) Mepivacaína – Potência próxima à lidocaína (≈1–1,3x). Menor vasodilatação intrínseca, útil sem vasoconstrictor em situações específicas. Não apresenta cardiotoxicidade 4x maior.

E) Benzocaína – Éster de uso tópico. Não se compara em potência injetável à lidocaína. Risco principal: metemoglobinemia com uso excessivo. Não é 4x mais potente nem notória por cardiotoxicidade sistêmica como a bupivacaína.

Estratégia de prova: associe “muito potente e longa duração” à bupivacaína e “metemoglobinemia” à prilocaína/benzocaína. Articaína lembra “boa difusão óssea”. Se a questão correlaciona “potência ↑” com “cardiotoxicidade ↑”, pense em bupivacaína. Cuidado para não confundir com ropivacaína/levobupivacaína (menos cardiotóxicas).

Aplicação clínica e segurança: sempre aspirar, infiltrar em frações, monitorar sinais precoces de toxicidade sistêmica (parestesias, zumbido, gosto metálico, agitação). Em suspeita de LAST grave, suporte avançado e emulsão lipídica conforme ASRA.

Fontes: Malamed SF. Handbook of Local Anesthesia; Miller’s Anesthesia; UpToDate (Local anesthetic systemic toxicity); ASRA Practice Advisory on LAST.

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Andrade : 4 vezes maior a toxidade

Malamed : 4 vezes menor

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