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Q3879534 Veterinária
Um cão de raça Schnauzer, macho, de 14 anos, apresenta convulsões episódicas e sinais de pressão intracraniana elevada ao exame neurológico. O clínico deseja localizar com precisão as possíveis lesões intracranianas, além de desejar diferenciar tecido cerebral normal de alterações patológicas e planejar tratamento cirúrgico ou medicamentoso.
Qual exame de imagem é considerado padrão-ouro?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O caso descreve convulsões, sinais de hipertensão intracraniana e a necessidade de localizar e caracterizar com precisão possíveis lesões intracranianas; para esse objetivo, o critério decisivo é a melhor avaliação do encéfalo e do parênquima cerebral, o que torna a ressonância magnética o exame de eleição e padrão-ouro entre as alternativas.

Tema central: Imagem do encéfalo
Análise das alternativas
A
Errada
Radiografia do crânio está errada porque avalia principalmente estruturas ósseas e praticamente não estuda o parênquima cerebral. Não fornece a diferenciação necessária entre tecido encefálico normal e lesão intracraniana, portanto não atende ao objetivo de localizar e caracterizar lesões do encéfalo.
B
Errada
Ultrassonografia transcraniana está errada porque, em cão adulto, a calota craniana limita de forma importante a passagem do ultrassom. Por essa barreira física, o método tem utilidade muito restrita para avaliação encefálica e não é padrão para investigação de lesões intracranianas.
C
Errada
Tomografia computadorizada sem contraste está errada porque, embora possa detectar algumas alterações intracranianas, é inferior à ressonância magnética para caracterização do parênquima cerebral. O ponto decisivo da questão é diferenciar tecido normal de patológico com precisão, e a TC sem contraste tem desempenho menor nesse aspecto.
D
Certa
A ressonância magnética é a correta porque, entre as opções, é o método que melhor detecta, localiza e caracteriza lesões encefálicas. Seu diferencial técnico é o contraste superior entre tecidos moles e a melhor avaliação do parênquima cerebral, o que permite distinguir tecido normal de alterações patológicas e definir melhor edema, neoplasias, inflamação, infarto e outras lesões intracranianas. Isso corresponde exatamente ao objetivo clínico descrito no caso.
E
Errada
Tomografia computadorizada com contraste intratecal está errada porque contraste intratecal é técnica relacionada à avaliação do espaço subaracnoideo e da medula, não ao estudo padrão do parênquima encefálico. É, portanto, inadequada como método de escolha para lesões intracranianas cerebrais e ainda envolve procedimento invasivo sem ser a técnica principal para esse objetivo.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre exame avançado ou invasivo e exame padrão-ouro: TC e contraste intratecal podem parecer mais sofisticados, mas o critério correto aqui é a melhor caracterização do parênquima cerebral, que favorece a ressonância magnética.
Dica para questões semelhantes
  • Se o objetivo for estudar encéfalo e diferenciar tecido cerebral normal de lesão, priorize o método com melhor contraste de tecidos moles.
  • Não confunda exame útil para osso craniano ou medula com exame ideal para parênquima cerebral.
  • Quando a questão pedir padrão-ouro, foque em acurácia para o alvo anatômico, não em disponibilidade ou rapidez do método.

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