A osteocondrite dissecante (OCD) do úmero proximal é a mani...

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Q3456141 Veterinária
A osteocondrite dissecante (OCD) do úmero proximal é a manifestação de uma síndrome chamada osteocondrose, na qual há um desbalanço da ossificação endocondral, levando a retenção de cartilagem articular. Assinale a alternativa correta sobre a osteocondrite dissecante do úmero proximal.
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Tema central: Osteocondrite dissecante (OCD) do úmero proximal é a forma clínica da osteocondrose no ombro de cães jovens, resultante da falha da ossificação endocondral, com retenção de cartilagem e formação de um flap cartilaginoso. Predomina em raças grandes/giantes, em rápido crescimento, cursando com claudicação do membro torácico e dor à extensão do ombro.

Alternativa correta (E): O sinal radiográfico inicial típico é o achatamento da porção caudal da cabeça do úmero; com progressão, observa-se uma área radiolucente côncava (defeito subcondral) geralmente com esclerose perilesional e, tardiamente, sinais de osteoartrose (osteófitos). Essas alterações são melhor vistas na projeção mediolateral do ombro, com leve rotação para perfilar a face caudal da cabeça umeral. Essas descrições estão de acordo com Thrall (Textbook of Veterinary Diagnostic Radiology) e Fossum (Small Animal Surgery).

Por que as demais estão incorretas?

A) Embora possa ocorrer ocasionalmente em outras raças, a OCD do ombro é predominante em cães de raças grandes e gigantes (Labrador, Golden, Rottweiler, Dogue Alemão). Dizer que é “comum” em raças pequenas contraria a epidemiologia clássica (Thrall; BSAVA Musculoskeletal Imaging).

B) Reação periostal proliferativa na região caudal da cabeça do úmero não é o achado principal. O típico é o defeito subcondral e o achatamento; a proliferação óssea (osteófitos) é alteração tardia secundária à osteoartrose (Fossum).

C) A síndrome cursa com falha da ossificação; portanto, não há “aumento difuso da radiopacidade da cabeça umeral”. O que se observa é radiolucência focal (defeito) com esclerose marginal adjacente, não uma hiperopacidade global (Thrall).

D) A análise do líquido sinovial pode mostrar inflamação, mas não é padrão-ouro para OCD. O diagnóstico é imagem + artroscopia, sendo esta o padrão-ouro para confirmar o flap e tratar (remoção/curetagem) (Fossum; UpToDate Vet/consenso cirúrgico).

Como interpretar em prova:

  • Associe “jovem, raça grande, claudicação do ombro” à OCD.
  • Busque termos como “achatamento caudal” e “defeito subcondral radiolucente” para a resposta correta.
  • Cuidado com pegadinhas: “periostite” e “líquido sinovial” não são centrais no diagnóstico.

Diagnóstico e conduta (resumo útil): Radiografias específicas do ombro; se dúvida, CT, ultrassom ou artroscopia (padrão-ouro). Tratamento de escolha: artroscopia com remoção do flap e curetagem do osso subcondral; prognóstico geralmente bom quando tratado precocemente (Fossum, 5ª ed.; Thrall, 8ª ed.).

Referências rápidas: Thrall DE. Textbook of Veterinary Diagnostic Radiology; Fossum TW. Small Animal Surgery; BSAVA Manual of Canine and Feline Musculoskeletal Imaging.

Gabarito: E

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