A anormalidade genética encontrada na neoplasia endócrina m...
A anormalidade genética encontrada na neoplasia endócrina múltipla, tipo 2 é mutação:
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Tema central: A questão aborda a mutação genética típica da Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (NEM2), condição hereditária com destaque para o carcinoma medular de tireoide e feocromocitoma.
Justificativa da alternativa correta (A):
A NEM2 decorre de mutações ativadoras do proto-oncogene RET, que codifica o receptor RET, um receptor de tirosina quinase. Esta alteração resulta na ativação persistente de vias proliferativas mesmo sem estímulo fisiológico. Consequência: proliferação anormal de células endócrinas, predispondo ao carcinoma medular de tireoide e, frequentemente, feocromocitoma. Segundo revisões do Harrison’s Principles of Internal Medicine e protocolos da ANS, o aconselhamento genético e o rastreamento familiar são mandatórios (“Cobertura obrigatória para pacientes com diagnóstico de câncer medular de tireóide com ou sem história familiar” – ANS, Seção 110.24).
Análise das alternativas incorretas:
B) Mutações do PRKAR1A: Associadas ao complexo de Carney, não à NEM2. Essa síndrome envolve mixomas cardíacos, manchas pigmentares e adenomas hipofisários.
C) Mutação do gene VHL: Gene VHL está vinculado à doença de Von Hippel-Lindau, caracterizada por hemangioblastomas, carcinomas renais e feocromocitomas, mas não tem relação com a NEM2.
D) Inativação do gene NF-1: Relacionada à neurofibromatose tipo 1, tendo manifestações neurológicas e cutâneas distintas da NEM2; não envolve carcinomas medulares de tireoide.
Estratégias de prova:
Atente-se à associação NEM2 → mutação ativadora do RET. Pegadinhas frequentes incluem citar genes de síndromes com fenótipos endócrinos sobrepostos. Observar os termos "ativadora" e o gene "RET" é fundamental para evitar confusões.
Referências rápidas:
Segundo UpToDate e Harrison’s, todas as formas de NEM2 (MEN2A, MEN2B) apresentam a mesma base genética de mutação ativadora em RET.
Resumo final: Alternativa A é a correta pois reflete a fisiopatologia específica e bem estabelecida da NEM2. O conhecimento sobre a relação entre mutação genética e quadro clínico é chave para diagnóstico e prevenção nesta síndrome.
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