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Q91576 Medicina
João, um paciente assintomático, de 56 anos de idade,
sedentário e hipertenso, foi ao ambulatório para consulta de rotina.
Na consulta, não apresentou cardiopatia estrutural e relatou o uso
de clortalidona, 25mg ao dia. Ao exame físico, referiu índice de
massa corporal (IMC) = 36 kg/m2, pressão arterial (PA) de
158 mmHg × 96 mmHg (média de três medidas consecutivas),
frequência cardíaca (FC) de 84 bpm e circunferência abdominal de
116 cm. Apresentou o resultado de exames realizados recentemente
com os seguintes resultados: triglicerídios de 303 mg/dL, colesterol
total de 285 mg/dL, HDL colesterol de 30 mg/dL, LDL colesterol
de 195 mg/dL e glicemia de jejum de 142 mg/dL. Apresentou,
ainda, resultado de exames realizados havia 6 meses, relativos à
glicemia de jejum, com valor de 139 mg/dL. Realizou
eletrocardiograma e outros exames laboratoriais de rotina, que
referiram resultados normais.

Considerando o caso clínico apresentado acima, julgue os itens
de 5 a 10.

De acordo com estudos recentes, para que seja reduzido o risco de complicações macro e microvasculares e neuropáticas, recomenda-se que João seja submetido a controle intensivo da glicemia, tendo como meta a obtenção de níveis séricos inferiores a 6%, no que concerne à hemoglobina glicada (A1C).
Alternativas

Gabarito comentado

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Vamos analisar a questão apresentada, que aborda o controle glicêmico em pacientes com possíveis diagnósticos de doenças metabólicas. O paciente João apresenta vários elementos que nos levam a pensar em síndrome metabólica, incluindo hipertensão, obesidade (IMC = 36 kg/m²), dislipidemia e glicemia de jejum elevada.

O tema central da questão é a estratégia de controle glicêmico para reduzir riscos de complicações macro e microvasculares e neuropáticas. A questão sugere que João deveria ter uma meta de hemoglobina glicada (A1C) inferior a 6%, mas isso está incorreto de acordo com diretrizes médicas atuais.

Para justificar a alternativa correta ("E" - errado), precisamos entender que a meta de A1C abaixo de 6% não é indicada para todos os pacientes com diabetes, especialmente porque metas tão rígidas podem aumentar o risco de hipoglicemias, principalmente em pacientes com múltiplas comorbidades ou em idades mais avançadas. Segundo as diretrizes da Associação Americana de Diabetes (ADA), o objetivo geral para a maioria dos adultos é uma A1C inferior a 7%, sendo que metas mais flexíveis podem ser adequadas dependendo do paciente.

Agora, vamos examinar por que a alternativa é considerada errada:

  • A meta de A1C inferior a 6% é frequentemente muito rigorosa para pacientes com características como as de João, que tem múltiplos fatores de risco e comorbidades. Isso pode predispor a eventos adversos como hipoglicemia.
  • Ajustes nas metas de glicemia devem considerar a individualização do tratamento, fatores como idade, duração do diabetes, risco de hipoglicemia e expectativa de vida.
  • Na prática clínica, metas mais flexíveis, como A1C menor que 7%, são recomendadas para equilibrar o controle glicêmico com a segurança do paciente.

Portanto, a recomendação de controle glicêmico intensivo com A1C abaixo de 6% não se aplica a João, justificando assim o gabarito da questão.

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