Marília deu à luz ao seu filho, Thiago, há quatro meses e, p...

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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-SC Prova: FGV - 2026 - TJ-SC - Psicólogo |
Q4153913 Psicologia
Marília deu à luz ao seu filho, Thiago, há quatro meses e, por cerca de duas semanas depois do parto, sentiu-se sobrecarregada, ansiosa e com dificuldades para dormir, chorando constantemente. Atualmente o quadro já foi superado.
Apesar da delicadeza e complexidade do processo psicodiagnóstico, é correto afirmar que os comportamentos de Marília são indicativos de 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O decisivo foi o quadro transitório logo após o parto, com choro, ansiedade, sobrecarga e insônia por cerca de duas semanas, seguido de resolução espontânea. Esse perfil temporal favorece baby blues, e não depressão persistente ou psicose puerperal.

Tema central: distinção entre baby blues e transtornos psiquiátricos puerperais
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está certa porque o caso descreve um quadro afetivo e ansioso logo após o parto, com choro, sensação de sobrecarga e dificuldade para dormir, de curso breve e autolimitado, já superado. Esse é o critério clínico básico que sustenta baby blues: manifestação emocional transitória das primeiras semanas do pós-parto, com resolução espontânea, sem elementos de persistência depressiva ou sintomas psicóticos.
B
Errada
Está errada porque depressão pós-parto exige um quadro depressivo mais persistente e clinicamente mais grave do que uma reação transitória resolvida em cerca de duas semanas. O enunciado descreve remissão espontânea breve, incompatível com esse diagnóstico.
C
Errada
Está errada porque, no contexto da questão, depressão puerperal remete ao mesmo núcleo clínico da depressão pós-parto. Como não há quadro depressivo persistente, mas sim melhora espontânea em curto prazo, essa alternativa não se sustenta.
D
Errada
Está errada porque psicose puerperal pressupõe manifestações psicóticas, como delírios, alucinações, desorganização importante ou perda de contato com a realidade. Nada disso foi descrito no caso.
E
Errada
Está errada porque puerpério tardio é uma referência temporal/obstétrica do período pós-parto, não um diagnóstico psicopatológico. A pergunta pede o tipo de indicativo clínico dos comportamentos narrados, e essa alternativa não nomeia um transtorno.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar choro, ansiedade e insônia nas primeiras semanas após o parto como depressão pós-parto/depressão puerperal, ignorando que o caso foi breve e se resolveu espontaneamente. Outra armadilha era marcar puerpério tardio por causa da informação de que o parto ocorreu há quatro meses, embora os comportamentos relevantes tenham ocorrido logo após o parto.
Dica para questões semelhantes
  • Em quadros do pós-parto, compare sempre início, duração e resolução antes de nomear o transtorno.
  • Se os sintomas emocionais aparecem nas primeiras semanas, duram cerca de até duas semanas e cedem espontaneamente, o padrão favorece baby blues.
  • Para depressão puerperal/pós-parto, procure persistência clínica; para psicose puerperal, procure sintomas psicóticos explícitos.
  • Não confunda denominação temporal do puerpério com diagnóstico psicopatológico.

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O baby blues (ou tristeza pós-parto) é um estado emocional temporário e muito comum que afeta até 80% das mulheres nos primeiros dias após o parto.

​Trata-se de um período de instabilidade emocional, caracterizado por mudanças bruscas de humor, choro sem motivo aparente, ansiedade leve, irritabilidade e uma sensação de sobrecarga.

​Principais Características do Baby Blues

​Origem: É provocado principalmente pela queda brusca e rápida dos hormônios (como estrogênio e progesterona) logo após o nascimento, somada à privação de sono, ao cansaço físico e ao processo de adaptação à nova rotina.

​Início: Costuma surgir entre o 2º e o 5º dia após o parto.

​Duração: É leve e passageiro, durando em média de uma a duas semanas.

​Evolução: Tende a desaparecer espontaneamente à medida que os hormônios se reequilibram e a mãe se adapta à rotina.

​Sintomas Comuns

​Sensibilidade aflorada e choro fácil

​Ansiedade e insegurança quanto aos cuidados com o bebê

​Alterações de humor (ir da alegria ao choro em pouco tempo)

​Cansaço extremo e dificuldade para descansar

​Irritabilidade e impaciência

ChatGPT/Gemini

Gabarito: ✅ Gabarito: A — baby blues.

Baby blues (também conhecido como blues puerperal, maternidade triste ou disforia pós-parto).

  • Início precoce e curta duração: surge nos primeiros dias após o parto (geralmente entre o 3º e o 5º dia) e dura por cerca de uma a duas semanas.
  • Sintomatologia: Caracteriza-se exatamente pela instabilidade emocional, ansiedade, sensibilidade aflorada, choro fácil, irritabilidade, alteração do sono e sensação de sobrecarga.
  • Caráter transitório e benigno: Não é considerado uma patologia psiquiátrica grave, mas sim uma reação adaptativa fisiológica e emocional decorrente das bruscas alterações hormonais e da reorganização do papel materno. O quadro se resolve espontaneamente sem necessidade de intervenção farmacológica.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

B) e C) Depressão pós-parto = depressão puerperal: Sintomas mais intensos e incapacitantes (anedonia severa, humor deprimido, desesperança, rejeição ao bebê ou desconexão afetiva profunda, sentimentos de culpa ou inutilidade; alterações importantes de sono e apetite; dificuldade de vínculo com o bebê; ideação suicida em casos graves) que persistem por mais de duas semanas e não se resolvem sozinhos em um curto período, exigindo acompanhamento psiquiátrico e psicoterapêutico.

D) Psicose puerperal: É um quadro emergencial gravíssimo, marcado por sintomas psicóticos (delírios, alucinações, desorientação do pensamento e comportamento, alterações do humor e risco de auto ou heterolesão)

E) Puerpério tardio: É uma classificação cronológica/temporal/ginecológica/ fisiológica do período pós-parto e não uma condição psicológica ou comportamental. (geralmente estendendo-se do 11º ao 42º dia pós-parto).

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