Caso seja confirmada a presença de doença linfonodal à ciru...

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Ano: 2020 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES - 2020 - SES-DF - Oncologia Pediátrica |
Q1686289 Medicina
Um paciente de 63 anos de idade, branco, vendedor ambulante, procurou auxílio médico por causa de lesão enegrecida no terço superior do braço direito. Comenta que ela aumentou consideravelmente de tamanho e que passou a coçar. Não apresentava outras alterações relevantes ao exame clínico. Realizou-se, então, à biópsia excisional da lesão, que apresentou diagnóstico de melanoma maligno de 2,0 cm Clark 5, profundidade de 0,8 mm, sem ulceração ou regressão. O estadiamento clínico não demonstrou alterações.


Com relação a esse caso clínico e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. 
Caso seja confirmada a presença de doença linfonodal à cirurgia, o tratamento de escolha é quimioterapia com dacarbazina e imunoterapia com interferon em altas doses.
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Gabarito: E (errado)

Tema central: O caso aborda o tratamento do melanoma cutâneo com metástase linfonodal, ressaltando as condutas mais adequadas segundo protocolos e evidências atuais.

Entendendo a Questão: O paciente, portador de melanoma de espessura intermediária (índice de Breslow 0,8 mm, Clark 5), sem ulceração, ao ser submetido à biópsia excisional, pode evoluir para investigação de acometimento linfonodal. A dúvida é: Qual é o tratamento de escolha na presença de confirmação de doença linfonodal?

Justificativa da alternativa correta: Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, a conduta inicial frente à metástase linfonodal é linfadenectomia regional (retirada cirúrgica dos linfonodos comprometidos). A adição de terapia complementar será avaliada caso a caso, conforme fatores prognósticos e risco de recidiva.

Após a cirurgia, as terapias adjuvantes de escolha atualmente são os imunoterápicos modernos, destacando-se inibidores de checkpoint imunológico (como nivolumabe e ipilimumabe), conforme evidenciado em diretrizes internacionais (NCCN, ESMO, UpToDate 2024) e nacionais. O interferon em altas doses caiu em desuso por sua baixa efetividade e alta toxicidade, sendo hoje pouco recomendado. A dacarbazina, por sua vez, é restrita a casos refratários ou metastáticos em situação paliativa, não sendo indicada para tratamento adjuvante padrão.

Portanto, a alternativa apresenta conduta desatualizada e contrária às principais diretrizes:

  • PCDT Melanoma Maligno Cutâneo (p. 37): “Apenas a retirada dos linfonodos regionais metastáticos não aumenta comprovadamente a sobrevida dos pacientes, mas diminui a recorrência local e auxilia na seleção para terapias adjuvantes, preferencialmente imunoterapia moderna.
  • Harrison - Medicina Interna (20ª ed.): “O interferon alfa não é mais considerado padrão em adjuvância para melanoma linfonodal.

Analisando a alternativa incorreta:

  • A quimioterapia com dacarbazina não é escolha adjuvante na doença linfonodal.
  • O uso de interferon em altas doses não é mais considerado conduta padrão.

Dica de prova: Questões desse tipo costumam cobrar atualização científica. Identifique condutas ultrapassadas ou drogas não mais recomendadas nos protocolos oficiais.

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Comentários

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A questão está errada. O tratamento de escolha para o melanoma depende do estágio da doença. No caso apresentado, como o estadiamento clínico não demonstrou alterações, é provável que a doença ainda esteja em um estágio inicial. Em caso de doença linfonodal, a primeira linha de tratamento seria a cirurgia para remover o linfonodo afetado. A quimioterapia com dacarbazina e a imunoterapia com interferon em altas doses são tratamentos adjuvantes que podem ser considerados após a cirurgia, mas não são a primeira escolha. Além disso, a seleção do tratamento deve levar em consideração fatores como a saúde geral do paciente, a presença de outras condições médicas e suas preferências pessoais. Portanto, não é correto afirmar que a quimioterapia com dacarbazina e a imunoterapia com interferon em altas doses são o tratamento de escolha caso seja confirmada a presença de doença linfonodal à cirurgia.

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