Relacione as colunas conforme princípios éticos e de seguran...
Relacione as colunas conforme princípios éticos e de segurança do paciente.
COLUNA I – Falhas no caso
1. Não acionar enfermeiro.
2. Hematoma não identificado.
3. Demora na comunicação à família.
4. Ausência de plano preventivo.
COLUNA II – Princípio/Recomendação
( ) Violação do Protocolo de Avaliação Pós-Queda.
( ) Princípio da autonomia do paciente.
( ) Violação do art. 23 sobre comunicação imediata.
( ) Falha na implementação de medidas de segurança.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
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Alternativa correta: B
Tema central: A questão aborda bioética e segurança do paciente em situações de falhas assistenciais, exigindo do candidato reconhecer princípios éticos, normas técnicas e recomendações do cuidado em enfermagem.
Resumo teórico: Para garantir a ética na assistência, a enfermagem deve agir conforme os preceitos do COFEN (Res. 564/2017) e protocolos de segurança. Isso envolve comunicação clara, registro correto, prevenção e notificação de eventos adversos. O Protocolo de Avaliação Pós-Queda exige avaliação completa e comunicação imediata (art. 23). A implantação de medidas preventivas é obrigatória para pacientes de risco, conforme normativas do Ministério da Saúde (Portaria MS nº 529/2013; RDC 36/2013).
Justificativa da alternativa correta:
B - 2, 3, 1, 4:
- 2. Hematoma não identificado → Violação do Protocolo de Avaliação Pós-Queda: Após uma queda, é fundamental examinar o paciente e registrar qualquer lesão. Deixar de identificar o hematoma fere o protocolo de avaliação.
- 3. Demora na comunicação à família → Princípio da autonomia do paciente: Informar a família a respeito do ocorrido é um direito do paciente, ligado à autonomia e transparência.
- 1. Não acionar enfermeiro → Violação do art. 23 sobre comunicação imediata: A falta de comunicação rápida ao enfermeiro contraria a exigência legal de relato imediato de eventos adversos.
- 4. Ausência de plano preventivo → Falha na implementação de medidas de segurança: Não adotar ações para evitar quedas em paciente de alto risco caracteriza falha grave na segurança.
Análise das alternativas incorretas:
- A (3, 4, 2, 1): Relaciona incorretamente as falhas aos princípios; por exemplo, coloca “demora na comunicação à família” como violação do protocolo de queda, o que não faz sentido.
- C (1, 2, 3, 4): Erra ao vincular “não acionar enfermeiro” ao protocolo de pós-queda e “hematoma não identificado” à autonomia, o que não se sustenta teoricamente.
- D (2, 1, 3, 4): Troca as relações corretas, confundindo os conceitos de comunicação e segurança, o que prejudica a lógica da resposta.
Dicas para interpretar questões desse tipo:
- Leia com atenção e relacione ações práticas com princípios éticos ou normas técnicas.
- Desconfie de alternativas que misturam conceitos sem lógica.
- Busque palavras-chave como “protocolo”, “autonomia”, “comunicação imediata” e “segurança”.
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Comentários
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1. Não acionar enfermeiro: Essa falha se relaciona diretamente com a violação do art. 23 sobre comunicação imediata. O Código de Ética de Enfermagem exige que o profissional comunique prontamente ao enfermeiro sobre qualquer intercorrência com o paciente. A técnica de enfermagem Ana falhou nessa responsabilidade.
2. Hematoma não identificado: Isso é uma violação do Protocolo de Avaliação Pós-Queda. Após uma queda, o protocolo de segurança do paciente exige uma avaliação física completa para identificar possíveis lesões, como hematomas, fraturas ou escoriações. A falha em documentar a lesão indica que a avaliação não foi feita corretamente.
3. Demora na comunicação à família: A demora em informar a família sobre a queda e as lesões viola o princípio da autonomia do paciente e de seus representantes. Ao não serem informados a tempo, a família é impedida de participar plenamente das decisões sobre o cuidado, o que é um direito fundamental.
4. Ausência de plano preventivo: Essa falha se refere à falha na implementação de medidas de segurança. A paciente foi classificada com risco elevado de queda (Escala de Morse = 55), mas as medidas preventivas adequadas (como grades na cama elevadas, monitoramento próximo, alarmes de saída, etc.) aparentemente não foram implementadas de forma eficaz, o que levou ao evento adverso.
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