A presença da cadeia variável pesada da imunoglobulina (IGH...
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Gabarito: E (ERRADO)
Tema central: A questão aborda o prognóstico da leucemia linfocítica crônica (LLC) baseado no status da região variável da cadeia pesada da imunoglobulina (IGHV).
Comentário e justificativa:
Na LLC, exames clínicos e moleculares são fundamentais para estratificar o risco e orientar condutas. Dentre os mais importantes, destaca-se a análise do status mutacional do IGHV.
Segundo os principais tratados de hematologia, como o Harrison's Principles of Internal Medicine, além de revisões sistemáticas presentes no UpToDate e informações do Manual MSD, pacientes com LLC e IGHV não mutado possuem evolução clínica mais agressiva e menor sobrevida global do que os que apresentam IGHV mutado. Em resumo, a presença de IGHV não mutado NÃO confere bom prognóstico e é reconhecido como um importante fator de risco para progressão rápida.
Além do IGHV não mutado, o paciente do caso apresenta deleção de 17p (envolvendo o gene TP53), outro fator de prognóstico extremamente desfavorável, associado geralmente à resistência terapêutica.
Análise da alternativa e possíveis pegadinhas:
A alternativa propõe que o IGHV não mutado seria de bom prognóstico — essa afirmação está incorreta. Na prova, fique atento à inversão desse conceito, um erro comum em questões de concursos. Lembre-se:
IGHV mutado → melhor prognóstico (doença mais indolente)
IGHV não mutado → pior prognóstico (doença mais agressiva)
Orientações de leitura e abordagem:
Termos como “mutado” e “não mutado” podem soar enganosos à primeira vista. Em LLC, o mutado é melhor. Ao responder, sempre associe a mutação do IGHV a maior diferenciação celular e evolução menos agressiva da doença.
Diretrizes e evidências:
De acordo com o relatório da CONITEC e diretrizes internacionais (Ex. EHA), a estratificação prognóstica da LLC considera essencialmente o status do IGHV e del(17p).
“O status mutacional do IGHV é o fator molecular mais relevante para o prognóstico da LLC, sendo que pacientes com ausência de mutações apresentam prognóstico desfavorável” (UpToDate, seção sobre Prognosis and Predictive Variables in CLL).
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