Um paciente de 60 anos de idade, tabagista e diabético,...
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Gabarito: D — Oclusão arterial aguda Rutherford 2B, necessitando de intervenção imediata.
Tema central: Isquemia aguda de membro (ALI) por oclusão arterial. Classifica-se pela escala de Rutherford (viável I; ameaçado IIa/IIb; irreversível III), que orienta a urgência da revascularização.
Raciocínio para a alternativa correta: Início súbito (8h), dor intensa, frialdade, ausência de pulsos no membro acometido e déficit sensitivo que ultrapassa os artelhos (parestesia até o dorso do pé). Isso define membro imediatamente ameaçado (Rutherford IIb), exigindo revascularização imediata (sem atrasos para exames extensos). A mobilidade preservada não afasta IIb quando a perda sensitiva é além dos dedos. História de claudicação prévia sugere trombose “em placa” (agudo sobre crônico), mas a conduta é guiada pela classe Rutherford.
Conduta recomendada (ESVS 2020; SVS 2020; UpToDate): heparinização sistêmica imediata, analgesia, revascularização urgente (trombectomia/embolectomia, trombólise dirigida por cateter ou revascularização cirúrgica), sem retardar com angiotomografia se IIb; arteriografia pode ser intraoperatória. Vigiar síndrome compartimental.
Por que as demais estão incorretas:
A – Não é quadro crônico programável: há sinais clássicos de isquemia aguda (dor súbita, frialdade, pulso ausente). Conduta expectante é inadequada.
B – Amputação primária é para Rutherford III (anestesia profunda e paralisia). Aqui há sensibilidade alterada, porém com mobilidade preservada: membro potencialmente salvável.
C – IIa apresenta perda sensitiva limitada aos artelhos e sem déficit motor, permitindo investigação (ex.: angiotomografia) antes da terapia. O caso tem sensitiva além dos artelhos, incompatível com IIa.
D – Correta: sensorial além dos artelhos = IIb → intervenção imediata.
E – Erra na classificação (não é IIa) e na conduta: em IIb, não se deve atrasar a revascularização para arteriografia diagnóstica; se necessária, que seja no intraoperatório.
Dicas de prova: Use os “6 Ps” (pain, pallor, pulselessness, poikilothermia, paresthesia, paralysis). Para diferenciar IIa de IIb, atente ao território do déficit sensitivo (só artelhos vs. além dos artelhos) e à presença de déficit motor. História de claudicação indica trombose em DAOP, mas a urgência depende da classe Rutherford.
Referências: ESVS Guidelines on Acute Limb Ischaemia (2020); SVS Practice Guidelines on ALI; UpToDate: Acute limb ischemia; Rutherford RB. Vascular Surgery; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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