Em casos de realização de hemodiálise em fístulas arterioven...
Em casos de realização de hemodiálise em fístulas arteriovenosas, usualmente a primeira escolha é a:
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Tema central: O acesso vascular ideal para hemodiálise é assunto fundamental na Angiologia e Nefrologia, visto que a escolha do tipo de fístula arteriovenosa (FAV) afeta diretamente a eficácia do tratamento, taxas de complicação e qualidade de vida do paciente. FAVs são as vias preferenciais, priorizando sempre utilizar vasos mais distais e veias nativas.
Justificativa da alternativa correta (D): Fístula radial-cefálica
Segundo protocolos como o Protocolo de Acesso Vascular para Hemodiálise da SES-DF e diretrizes internacionais (KDOQI 2019), a fístula arteriovenosa rádio-cefálica – também chamada de fístula de Cimino-Brescia – localizada no punho (união da artéria radial à veia cefálica), é a primeira escolha por ser mais segura e durável, ter menor risco de trombose e infecção, além de preservar os vasos proximais, considerando a possibilidade de outros acessos futuros (“A FAV distal deve ser sempre priorizada sempre que possível”, KDOQI 2019, p.10).
Análise das alternativas incorretas:
A) Fístula arteriovenosa com prótese de PTFE: Esta opção só é considerada se as veias nativas não são utilizáveis. Enxertos sintéticos aumentam o risco de infecção e trombose.
B) Fístula braquial-cefálica: Embora seja uma opção válida, ela só é indicada quando a rádio-cefálica não é viável, pois já utiliza vasos mais proximais, comprometendo futuras alternativas.
C) Fístula femoral-safena: Raramente utilizada, devido ao maior risco de infecção, trombose e manipulação difícil.
E) Superficialização da veia basílica: É um procedimento mais complexo, reservado para casos em que outras fístulas nativas distais (como a rádio-cefálica) não são possível.
Pontos-chave e pegadinhas
Observe que a questão explora o princípio da progressão do acesso vascular — sempre prefira opções distais e nativas antes de enxertos ou acessos proximais. Fique atento a termos como “primeira escolha” e evite opções que mencionem enxertos sintéticos ou localizações atípicas como primeira abordagem.
Evidências e referências: O PCDT Ministério da Saúde e as diretrizes KDOQI indicam claramente a rádio-cefálica distal como o acesso inicial recomendado para hemodiálise. O livro Schwartz – Princípios de Cirurgia também descreve esta sequência de priorização.
Resumo: Em pacientes que necessitam de hemodiálise, sempre inicie pela fístula radio-cefálica (punho), reservando os demais acessos quando esta não for factível.
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