Em relação ao sinal de mismatch T2/FLAIR dos gliomas de bai...
Gabarito comentado
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Tema central: O sinal de mismatch T2/FLAIR é um achado de imagem extremamente relevante para o diagnóstico diferencial dos gliomas de baixo grau. Compreender sua correlação com marcadores moleculares é fundamental para a prática clínica e para a resolução desse tipo de questão em provas.
Justificativa da alternativa correta (D): O sinal de mismatch T2/FLAIR é caracterizado por lesões hiperintensas em T2 e hipointensas em FLAIR – exceto por uma fina borda periférica de hiperintensidade em FLAIR. De acordo com estudos recentes e os principais protocolos clínicos, esse sinal apresenta alta especificidade para gliomas com mutação de IDH e ausência de codeleção 1p/19q, ou seja, o subtipo astrocítico de baixo grau. Isso está corroborado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Tumores Cerebrais em Adultos do Ministério da Saúde e por uma revisão sistemática no Journal of Neurosurgery.
Esses dados moleculares são essenciais, pois têm implicação diagnóstica, prognóstica e terapêutica nos gliomas, conforme as recomendações da literatura e de manuais como Adams & Victor, Harrison’s e protocolos do Ministério da Saúde.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errado. O sinal está associado a prognóstico mais favorável devido à presença da mutação IDH.
B) Errado. O padrão correto é hipersinal em T2 e hipossinal em FLAIR (com borda hiperintensa), não o inverso.
C) Errado. O sinal não está relacionado à metilação do MGMT, mas à mutação IDH e ausência da codeleção 1p/19q.
E) Errado. Esse achado não se relaciona a aumento da permeabilidade capilar, mas sim à composição da lesão e seus marcadores moleculares.
Dica de prova: Sempre observe termos-chave como “mismatch”, “mutação IDH” e “codeleção 1p/19q”. As alternativas costumam testar inversões de conceitos e associações moleculares equivocadas. Lembre-se de checar também o padrão de sinal na ressonância: questões cobram muito a diferença entre T2 e FLAIR.
Segundo o PCDT/MS: “Mutações no gene da IDH 1 e 2 são marcadores de gliomas de baixo grau.” Além disso, a associação do sinal de mismatch às características moleculares é ponto alto em várias provas de acesso à Residência Médica.
Resumo: O sinal de mismatch T2/FLAIR indica fortemente glioma IDH-mutado sem codeleção 1p/19q. Saber esse padrão facilita não apenas o diagnóstico, mas o raciocínio clínico para melhores decisões terapêuticas.
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