Em relação ao uso da tomografia computadorizada (TC) e da r...
Gabarito comentado
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Tema central: comparação entre radiografia e tomografia computadorizada (TC) no diagnóstico de fraturas, destacando sensibilidade, detalhes anatômicos, tempo e radiação.
Alternativa correta: A — A TC detecta fraturas sutis/ocultas (não desviadas, cominutivas, intra-articulares) com maior sensibilidade que a radiografia e permite reconstruções multiplanares e 3D, úteis para entender traços, degraus articulares e planejar cirurgia. Exemplos clássicos: platô tibial, calcâneo, coluna, face, pelve e escafoide com radiografia inicial normal. Referências: ACR Appropriateness Criteria (Trauma de extremidades e coluna), UpToDate (Evaluation of suspected fractures), ATLS.
Por que a A é a melhor: a radiografia é bidimensional e pode perder fraturas não deslocadas ou em áreas complexas. A TC oferece alta resolução espacial e avaliação volumétrica, sendo padrão para fraturas complexas e planejamento pré-operatório. Diretrizes (ACR/UpToDate) recomendam TC quando há alta suspeita clínica com RX normal, ou em regiões anatômicas complexas e fraturas intra-articulares.
Análise das incorretas:
B — “A TC é mais rápida”. Em geral, a radiografia é mais rápida e de primeira linha no trauma por disponibilidade e simplicidade. A TC pode ser ágil em politrauma, mas não é intrinsecamente mais rápida que o RX para uma suspeita focal. Logo, a afirmação generaliza e induz erro.
C — “A TC utiliza menos radiação”. Falso. A TC expõe a doses maiores que o RX convencional da mesma região (ex.: TC abdome/pelve ~7–10 mSv vs RX de pelve ~0,6–1 mSv; RX de tórax ~0,1 mSv). Princípio ALARA favorece RX como exame inicial. Fonte: ACR/RSNA, UpToDate.
D — “TC não é útil para fraturas”. Errado. É muito útil para fraturas complexas/ocultas e no planejamento cirúrgico. Em tumores ósseos, a TC pode ajudar, mas não é sua indicação exclusiva. A afirmação nega um uso consagrado da TC.
E — “TC só deve ser usada em fraturas articulares”. Falso pelo absolutismo. Também é indicada em coluna, pelve, face, calcâneo, escafoide e quando há suspeita clínica alta com RX normal. Palavras como “só” são típicas pegadinhas.
Estratégia de prova: desconfie de frases absolutas (“só”, “não é útil”) e das que contrariam princípios básicos: RX = triagem, menos radiação; TC = maior sensibilidade e 3D. Se a alternativa destaca detalhe anatômico e fraturas sutis, tende a ser a correta.
Leitura sugerida: ACR Appropriateness Criteria (Acute Trauma to the Ankle/Wrist/Knee/Spine), UpToDate – Overview of imaging for fracture, ATLS 10ª ed.
Gabarito: A.
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