No contexto da ressonância magnética, a “sequência ponderad...

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Q3126691 Medicina
No contexto da ressonância magnética, a “sequência ponderada em T2” (T2‑weighted imaging) é particularmente útil para a 
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Tema central: a sequência ponderada em T2 na ressonância magnética destaca estruturas com aumento de água. Regiões com edema, inflamação, necrose, desmielinização e muitos tumores ficam hiperintensas (brilhantes). Dica de prova: “T2 = H2O brilha”.

Alternativa correta: CDetecção de lesões no parênquima cerebral (tumores e edemas).

Justificativa: No cérebro, o T2 é excelente para evidenciar edema vasogênico de tumores e áreas de glioses/demielinização, todas com alto conteúdo hídrico e, portanto, hiperintensas. A variante FLAIR (baseada em T2) suprime o líquor e realça lesões periventriculares e corticais. Referências: UpToDate (MRI sequences and clinical use), Radiopaedia (T2/FLAIR in brain pathology), Harrison’s (cap. neuro-oncologia, imagem de tumores).

Análise das alternativas incorretas:

A) Identificação de fraturas ósseas – A melhor detecção de linha de fratura cortical é com TC ou RM em T1. T2/STIR mostram edema ósseo, útil para fraturas ocultas, mas não é a sequência “particularmente” indicada para identificar a fratura. Diretriz ACR Appropriateness Criteria favorece TC para fraturas corticais.

B) Lesões isquêmicas no coração – A avaliação de isquemia/infarto usa principalmente perfusão sob estresse (T1 com contraste) e realce tardio por gadolínio (LGE) para fibrose/necrose. T2 pode mostrar edema no infarto agudo, mas não é a sequência central para caracterização global de isquemia. (Sociedade Europeia de Cardiologia; UpToDate, CMR in ischemic heart disease).

D) Imagem de vasos sanguíneos no cérebro – A angio-RM usa TOF, phase-contrast ou MRA com gadolínio. Em T2 há “flow void” (sinal ausente em vasos de fluxo rápido), mas T2 não é a técnica de escolha para angiografia. (Radiopaedia; ACR Appropriateness Criteria – cerebrovascular disease).

E) Cristais de cálcio nas articulaçõesTC é superior para calcificações; a RM é pouco sensível a cálcio. Sequências de susceptibilidade (T2*/SWI) podem sugerir calcificações, mas não são o método ideal; para gota, DECT é referência. (ACR; UpToDate – imaging of crystal arthropathies).

Estrategia de prova: diferencie rapidamente T1 (gordura brilha) de T2 (água brilha). Para cérebro: pense T2/FLAIR em edema, tumor, desmielinização; para vasos: MRA (TOF/PC/contraste); para osso cortical e cálcio: TC.

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