Uma paciente de 49 anos de idade, tabagista e hipertens...

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Q3126686 Medicina
    Uma paciente de 49 anos de idade, tabagista e hipertensa, realizou uma radiografia do tórax devido à tosse e ao emagrecimento recente, que demonstrou massa pulmonar. O cirurgião torácico solicitou tomografia computadorizada com contraste para estadiamento de uma possível neoplasia pulmonar. Aos exames laboratoriais, a paciente demonstrou redução da contagem de hemácias, hemoglobina de 9,5 mg/dL e taxa de filtração glomerular estimada de 65 mL/min/1,73 m². O paciente já havia realizado uma urografia excretora há 12 anos, sem intercorrências. 

Com base nessa situação hipotética, nos dados clínicos, na praticidade e nos custos em relação à infusão venosa do meio de contraste iodado, a conduta a ser adotada deve ser
Alternativas

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Tema central: A questão trata do risco de nefropatia induzida por contraste (NIC) em paciente que necessita de tomografia com contraste iodado, considerando fatores de risco e função renal.

Análise clínica: A paciente apresenta TFG de 65 mL/min/1,73 m2 (doença renal crônica estágio 2), anemia leve e comorbidades relevantes. A realização do exame com contraste iodado causa preocupação pelo risco teórico de lesão renal aguda (LRA), mas devemos avaliar qual o manejo recomendado para sua condição atual.

Justificativa da alternativa correta (D):
Segundo o Protocolo Assistencial do HC-UFMG e os Manuais MSD, recomenda-se atenção especial quando a TFG < 60 mL/min/1,73 m2. No entanto, pacientes com TFG ≥ 45 mL/min/1,73 m2 e sem outros fatores de risco (como diabetes ou LRA recente) não requerem preparação adicional para o uso de contraste. O exame pode ser realizado normalmente, sem drogas nefroprotetoras. A hidratação é indicada principalmente se TFG < 45 ou fatores de maior risco.

Portanto, D) indicar a infusão do meio de contraste sem a necessidade de outras drogas está correta.

Análise das alternativas incorretas:

A) Indicar o exame sem contraste só seria justificável em risco muito elevado de NIC (TFG < 30-45 mL/min/1,73 m2, diabetes grave, LRA, etc.), o que não é o caso da paciente.

B) N-acetilcisteína já não é recomendada rotineiramente, segundo revisões sistemáticas (UpToDate, 2023); grande volume de hidratação (>2000 mL) pode ser excessivo e inadequado para diversos perfis de pacientes.

C) Anti-histamínicos e prednisona são empregados em casos de alergia prévia ao contraste iodado, não para NIC. Não há indicação nesse contexto.

E) Furosemida pode aumentar o risco de LRA ao induzir depleção volêmica. Seu uso é contraindicado na prevenção da NIC.

Pegadinhas e estratégia de prova: Fique atento a exceções na conduta: alergias prévias e função renal gravemente reduzida. A leitura atenta da TFG e dos antecedentes é fundamental para evitar respostas baseadas em excesso de “precauções” não indicadas cientificamente.

Segundo o Protocolo HC-UFMG, página 4: “Pacientes sem fatores de risco relevantes e função renal normal/limítrofe podem realizar contraste iodado sem preparo especial.”

Conclusão: A alternativa D é a correta, pois a paciente não apresenta contraindicação ou risco elevado que exija condutas adicionais.

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