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Q3655185 Psicologia
Um psicólogo avalia uma criança em idade pré-escolar que, segundo os pais, apresenta dificuldades em iniciar e manter conversas, raramente compartilha seus interesses, tem dificuldade em compreender gestos e expressões faciais e não se engaja em brincadeiras de faz de conta com outras crianças. Além disso, a criança demonstra um fascínio intenso por objetos que giram e reage de forma exacerbada a certos sons. Para a formulação de uma hipótese diagnóstica consistente com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme o DSM-5, a avaliação deve focar-se na articulação entre quais eixos centrais? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Alternativa correta: C

Tema central da questão: A questão aborda o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) conforme o DSM-5, exigindo que o aluno reconheça os critérios diagnósticos essenciais para o TEA na infância. É fundamental saber diferenciar sintomas principais de sinais secundários ou associados.

Resumo teórico: Segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição), o diagnóstico de TEA requer a presença simultânea de dois eixos centrais:
1) Déficits persistentes na comunicação social e interação social em múltiplos contextos (como dificuldades em iniciar/manter conversas, compreender gestos, fazer amigos);
2) Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades (como fascínio por objetos que giram, reações exacerbadas a estímulos sensoriais).

Fontes: DSM-5 (APA, 2014).

Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C descreve exatamente os dois critérios necessários e obrigatórios para o diagnóstico de TEA segundo o DSM-5: déficits na comunicação social + comportamentos restritos e repetitivos. Ambos devem estar presentes para fechar o diagnóstico, não sendo suficiente apenas um deles.

Análise das alternativas incorretas:

A — Erro: O déficit intelectual e ausência de fala não são obrigatórios para diagnóstico de TEA. Nem toda criança com TEA tem deficiência intelectual ou é não verbal.

B — Erro: Os déficits sociais não são secundários. Ambos (sociais e comportamentais) têm igual peso no diagnóstico.

D — Erro: Atraso na linguagem isoladamente não basta para o diagnóstico, pois outras condições também podem causar dificuldades de comunicação.

Dicas de prova: Leia sempre os critérios diagnósticos do DSM-5, desconfie de alternativas que abordam apenas um sintoma ou citam sinais não obrigatórios. Atenção para termos como “tríade clássica” (não é mais critério atual) e para a diferenciação entre sintomas essenciais e acessórios.

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