Sobre a técnica da entrevist...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: C
Tema central: Técnicas de entrevista na avaliação psicológica — tipos (estruturada, semiestruturada, não estruturada), finalidades (diagnóstico, triagem, acompanhamento), registro e requisitos de treinamento. Compreender diferenças e flexibilidade é essencial em concurso de psicologia clínica/avaliativa.
Resumo teórico rápido: Entrevista estruturada: roteiro fixo, perguntas padronizadas, útil para triagem e pesquisa. Semiestruturada: combina perguntas fechadas e abertas; permite aprofundamento em tópicos relevantes. Não estruturada: conversa aberta, usada para explorar queixas iniciais e construir vínculo. A escolha depende do objetivo, contexto e treinamento do profissional — não há formato único obrigatório.
Justificativa da alternativa C: Entrevistas clínicas ou de acompanhamento podem, de fato, variar do totalmente estruturado ao livre, conforme objetivo (por exemplo, avaliação padronizada vs. seguimento terapêutico) e pela formação/experiência do entrevistador. Essa flexibilidade é consenso em manuais de avaliação psicológica e condutas clínicas.
Análise das alternativas incorretas:
A — Incorreta: em entrevistas semiestruturadas muitas questões são abertas e podem gerar respostas longas; por isso frequentemente são gravadas (com consentimento) para posterior análise e fidelidade dos dados. A afirmação generaliza indevidamente.
B — Incorreta: não só entrevistas diagnósticas exigem treinamento. Diferentes tipos exigem habilidades específicas e supervisão, mas isso não restringe sua aplicação apenas a “especialistas” — psicólogos com formação adequada realizam entrevistas em vários contextos.
D — Incorreta: para uma entrevista inicial, o mais comum é usar modelos não estruturados ou semiestruturados para avaliar queixas e estabelecer vínculo; entrevistas estruturadas são utilizadas quando se busca padronização ou instrumentos diagnósticos específicos.
E — Incorreta: gravar é uma prática recomendada em muitos casos para garantir registro fiel, mas não é obrigatória em todos os tipos; depende de consentimento informado, normas éticas e objetivos clínicos/institucionais.
Dica de prova: desconfie de termos absolutos como “apenas”, “somente”, “todos”; lembre-se que a prática clínica exige flexibilidade e observância de normas éticas (consentimento, confidencialidade). Na dúvida, escolha a alternativa que reconhece nuance e variabilidade.
Fontes/Orientações: manuais de avaliação psicológica e códigos éticos (ex.: APA; normas dos Conselhos de Psicologia) — principalmente sobre consentimento para gravação e competências profissionais.
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