Durante o expediente em um zoológico, um tratador percebe ...

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Q3990229 Veterinária
Durante o expediente em um zoológico, um tratador percebe que um visitante joga pipoca dentro do recinto de um tamanduá-mirim. O animal ingere parte do alimento e, em seguida, apresenta sinais de desconforto. O tratador sabe que o local possui regras que proíbem a alimentação de animais pelo público, mas o visitante insiste em não seguir as orientações das placas. De acordo com a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e as normas de bem-estar e manejo de fauna em cativeiro, qual deve ser a atitude correta do tratador diante dessa situação? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Diante de exposição aguda a fator potencialmente nocivo em animal silvestre em cativeiro, com ingestão de alimento inadequado e desconforto subsequente, a conduta correta é cessar a exposição, comunicar o responsável, registrar o incidente e avaliar/monitorar o animal; por isso, a alternativa A é a adequada.

Tema central: Manejo imediato de risco
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reúne os quatro elementos tecnicamente exigidos na intercorrência de manejo: interromper a fonte de risco para evitar maior ingestão, comunicar o responsável na cadeia hierárquica, registrar o fato para rastreabilidade e providências institucionais, e verificar o animal porque já houve ingestão seguida de desconforto. Esse conjunto é o que melhor protege o bem-estar e a saúde do animal dentro da função operacional do tratador.
B
Errada
Está errada porque transfere indevidamente toda a responsabilidade prática ao médico-veterinário. A base afirma que o tratador não substitui o veterinário, mas deve agir prontamente para conter o risco imediato quando presencia a intercorrência. Permitir a continuidade da oferta de alimento inadequado omite a prevenção de dano e a vigilância assistencial.
C
Errada
Está errada porque a simples repreensão sem registro não atende ao critério de manejo do incidente. Houve ingestão e sinais de desconforto, o que caracteriza evento com potencial repercussão clínica e exige documentação para monitoramento, continuidade assistencial, responsabilização e prevenção de recorrência.
D
Errada
Está errada porque esperar orientação superior antes de agir prolonga a exposição ao agente potencialmente nocivo. Em situação de risco agudo, a interrupção do fator causal deve ser imediata; a comunicação hierárquica vem junto, mas não substitui a contenção inicial do dano.
E
Errada
Está errada porque adiar a retirada do alimento mantém o animal exposto após ingestão e desconforto já instalados. Isso contraria o princípio de cessar imediatamente a exposição e ainda prioriza o fluxo de visitação sobre segurança e bem-estar animal, o que é tecnicamente inadequado nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca mistura contexto legal com rotina institucional, mas o ponto que decide a questão não é a tipificação jurídica detalhada: é reconhecer que, diante de ingestão de alimento inadequado com desconforto, respostas passivas, tardias ou sem registro estão erradas.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver fator de risco em curso no recinto, a primeira medida é interromper a exposição, não esperar autorização para isso.
  • Quando o animal ingeriu algo inadequado e apresentou sinais clínicos, trate o evento como intercorrência de manejo com necessidade de observação.
  • Comunicação ao superior e registro não são acessórios: são parte da conduta correta por garantirem rastreabilidade e continuidade do cuidado.

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