Paciente na fase ativa/inflamatória da doença ocular tireoi...

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Ano: 2019 Banca: NUCEPE Órgão: FMS Prova: NUCEPE - 2019 - FMS - Médico Oftalmologista |
Q1050321 Medicina
Paciente na fase ativa/inflamatória da doença ocular tireoideana, com bastante congestão e alargamento muscular, evidenciado ao exame de imagem, cursa com queixa de baixa de acuidade visual, diminuição do brilho luminoso e da intensidade de cores. Não apresentando defeitos no filme lacrimal. Qual das manifestações clínicas da doença ocular tireoideana deve-se pensar, neste caso?
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Tema central: A questão aborda a manifestação ocular da Doença Ocular da Tireoide (DOT), especificamente nas fases ativas, quando há inflamação importante nos tecidos orbitais. O foco é na perda visual associada a sinais inflamatórios e congestivos orbitários, sem envolvimento do filme lacrimal.

Justificativa para a alternativa correta (B – Neuropatia Óptica):
Na DOT, durante a fase inflamatória, ocorre aumento de volume e infiltração inflamatória dos músculos extraoculares e demais tecidos orbitais. Este quadro pode levar à compressão do nervo óptico no ápice da órbita, gerando a chamada neuropatia óptica. Esta complicação manifesta-se clinicamente por:

  • Baixa acuidade visual súbita ou progressiva;
  • Diminuição da percepção das cores (discromatopsia);
  • Redução do brilho luminoso (fenômeno de desaturação);
  • Normalmente sem sinais conjuntivais intensos ou deficiência do filme lacrimal.

Estes achados são sinais de alarme e indicam risco de dano irreversível ao nervo óptico, necessitando abordagem rápida e adequada. Segundo a Revista Brasileira de Oftalmologia e o capítulo sobre orbitopatias de Yanoff & Duker - Oftalmologia Clínica, a neuropatia óptica é a complicação mais grave da DOT e deve sempre ser considerada diante destes sintomas específicos.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Ceratoconjuntivite Seca: Causa desconforto ocular, ardor e sensação de corpo estranho, mas raramente compromete a acuidade visual ou percepção de cores de modo significativo.

C) Sinal de Kocher: Refere-se à retração palpebral (olhar assustado) típica do hipertireoidismo, não envolve perda visual ou modificação do brilho/colorido.

D) Úlcera corneana: Relacionada a dor, fotofobia e, se avançada, perda visual, porém com sinais francos de comprometimento da superfície ocular, o que não foi mencionado no caso.

E) Ceratoconjuntivite límbica superior: Inflamação do limbo superior da córnea, sem associação direta com perda de brilho ou percepção de cor, e é pouco frequente na DOT.

Estratégias de prova: Atenção especial às palavras-chave como "baixa acuidade visual", "diminuição do brilho luminoso" e "intensidade de cores", que direcionam o raciocínio diretamente para comprometimento do nervo óptico. Evite confundir manifestações superficiais (córnea, conjuntiva) com as de via óptica.

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No caso descrito, a manifestação clínica da doença ocular tireoideana mais provável é a neuropatia óptica, que é uma complicação rara, mas grave da doença. A neuropatia óptica é causada por uma inflamação do nervo óptico e pode levar a uma perda significativa da visão. As outras opções listadas não parecem estar relacionadas com os sintomas descritos ou com as características da doença em questão. É importante que o paciente seja avaliado e tratado por um oftalmologista especializado em doenças da tireoide para minimizar os danos à visão.

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