A correta interpretação de p...
Gabarito comentado
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Tema central: interpretação segura de prescrições com base na legislação sanitária brasileira e nas boas práticas farmacêuticas. O objetivo é evitar erros de medicação e garantir terapêutica adequada.
Alternativa correta: C — Conferir informações essenciais na prescrição é dever do profissional de saúde, especialmente do farmacêutico, antes da dispensação. Devem constar: identificação do paciente, nome do medicamento (preferencialmente pela Denominação Comum Brasileira – DCB), forma farmacêutica, dose, posologia, duração do tratamento, data e assinatura do prescritor. Isso está alinhado à Lei nº 9.787/1999 (prescrição pela DCB), à Lei nº 5.991/1973 (requisitos de receita), à Portaria SVS/MS nº 344/1998 (controle especial: sem rasuras/ilegibilidade), à RDC ANVISA nº 44/2009 e às Resoluções CFF nº 357/2001 (Boas Práticas de Farmácia) e nº 585/2013 (atribuições clínicas do farmacêutico). Tais normas exigem legibilidade, completude e rastreabilidade.
Por que as demais estão incorretas?
A) Afirma que abreviaturas “sempre” são recomendadas. Falso. Abreviaturas não padronizadas aumentam erros de interpretação. Práticas seguras (ISMP Brasil, OMS – “Medicação sem danos”) e CFF 357/2001 recomendam escrita por extenso e evitar siglas ambíguas.
B) Propõe dispensar receita ilegível “adivinhando” o conteúdo. Vedado. Deve-se não dispensar, contatar o prescritor e registrar a intervenção. Base: RDC 44/2009, Portaria 344/1998 (proíbe rasuras/ilegibilidade), Código de Ética CFF nº 596/2014 (atuar com segurança do paciente).
D) Diz que só o médico pode interpretar a prescrição. Incorreto. O farmacêutico deve analisar a clareza, completude, dose, via e posologia e realizar intervenções quando necessário (CFF 357/2001 e 585/2013). Essa é uma atribuição legal do farmacêutico, não infração ética.
E) Sugere interpretação apenas pelo paciente. Errado. A responsabilidade técnica é dos profissionais de saúde, que devem orientar e validar a prescrição antes da dispensação (RDC 44/2009; CFF 357/2001). O paciente não substitui essa análise.
Estratégia de prova: palavras como “sempre” e “apenas” sinalizam generalizações perigosas. Procure itens que mencionem DCB, legibilidade, informações essenciais e atribuição do farmacêutico, pois alinham-se às normas da ANVISA e do CFF.
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