Uma mulher de 50 anos apresenta uma história de vários dias...
Gabarito comentado
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Tema central: O caso trata de episclerite, uma inflamação benigna e limitada à episclera, caracterizada por vermelhidão, dor leve a moderada e ausência de sintomas graves como secreção ou perda visual significativa. Clínicos devem lembrar que episclerite é frequentemente idiopática e autolimitada.
Justificativa da alternativa correta (E):
A paciente apresenta sinais típicos de episclerite: vasos radiais móveis ao cotonete e que branqueiam com fenilefrina, sem afetar a visão, sem secreção e sem sintomas sistêmicos ou história prévia. Diretrizes como o Manual de Condutas do Ministério da Saúde orientam que “na maior parte dos casos, [a episclerite] é pouco sintomática e cura entre duas a três semanas”. Conduta: observar e tratar sintomaticamente, sem necessidade de exames complementares neste momento. Recorrências são possíveis, mas não devem motivar investigação imediata sem outros sinais.
Análise das alternativas incorretas:
A) – Extenso exame reumatológico só se justifica em episódios recorrentes, graves ou quando há suspeita sistêmica, o que não é o caso.
B) – Angiofluoresceinografia avalia vasos retinianos, não episclera. Não é indicada nesse quadro, pois não traria benefício diagnóstico ou terapêutico.
C) – Episclerite raramente causa perda visual permanente. Diferentemente das esclerites (que são mais graves), o prognóstico da episclerite é benigno.
D) – Exames como pet scan e avaliação liquórica são totalmente desnecessários para um quadro típico e isolado de episclerite. Essa alternativa sugere excesso de investigação.
Dicas de prova:
Repare nas palavras-chave: ausência de sintomas sistêmicos, primeiro episódio, resposta aos testes locais (cotonete e fenilefrina). Provas frequentemente valorizam o reconhecimento da benignidade e da correta indicação de exames. Não confunda episclerite com esclerite, que tem dor intensa e risco visual.
Segundo MSD Manual e Manual do Ministério da Saúde: “Se a revisão dos sistemas não sugere uma causa subjacente, a menos que o episódio recorra, não se justifica avaliação diagnóstica de rotina à procura de doenças sistêmicas”.
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