Homem de 20 anos com queixa de dor ocular unilateral, pior ...

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Ano: 2019 Banca: NUCEPE Órgão: FMS Prova: NUCEPE - 2019 - FMS - Médico Oftalmologista |
Q1050314 Medicina
Homem de 20 anos com queixa de dor ocular unilateral, pior à movimentação, associada à vermelhidão, proptose leve e embaçamento visual no olho esquerdo há 1 semana. Traz ultrasom ocular do mesmo olho evidenciando edema retrobulbar, ao redor do nervo óptico. Qual diagnóstico é mais provável?
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Tema central: A questão trata do diagnóstico diferencial de dor ocular unilateral associada a sinais inflamatórios e achados de imagem – conhecimento fundamental para o médico oftalmologista, sobretudo em ambiente de atendimento emergencial ou especializado.

Justificativa para a alternativa correta – B) Esclerite posterior:

A esclerite posterior é uma doença inflamatória da esclera localizada na sua porção posterior, muitas vezes vinculada a doenças autoimunes. O quadro clínico clássico inclui: dor ocular profunda (exacerbada pela movimentação), vermelhidão, proptose leve e alteração visual de instalação subaguda. O ultrassom ocular demonstra edema retrobulbar ao redor do nervo óptico (sinal do “T” ou “espessamento escleral posterior”).

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Uveítes do Ministério da Saúde (2023, p. 19): “a esclerite posterior cursa com dor ocular profunda, diminuição da acuidade visual e pode apresentar neuroftalmopatia associada”. Estes achados confirmam o raciocínio do caso.

Análise das alternativas incorretas:

  • Glioma do nervo óptico: Tem evolução lenta e insidiosa, frequência maior em crianças, e não costuma apresentar dor aguda ou sinais inflamatórios evidentes.
  • Oftalmopatia de Graves: Relacionada a distúrbio tireoidiano, manifesta proptose geralmente bilateral e crônica, tipicamente sem dor ocular intensa ou edema retrobulbar agudo. Busca-se por sinais sistêmicos de hipertireoidismo.
  • VKH: Além de oftalmopatia bilateral (panuveíte), costuma trazer sinais cutâneos (vitiligo, poliose) e neurológicos (meningismo, cefaleia)elementos não citados no caso.
  • DUSN: Caracteriza-se por perda visual de instalação progressiva e lesão retiniana focal, geralmente sem dor ou proptose, prevalente em crianças e adolescentes expostos a ambientes rurais.

Estratégias de prova e dicas: Atenção aos termos-chave: dor intensa à movimentação, proptose aguda, e achados de imagem retrobulbar. Estas informações são decisivas para diferenciar causas puramente neurais, estruturais ou inflamatórias.

Obras de referência como “Ophthalmology” de Yanoff & Duker, reforçam a apresentação clínica clássica da esclerite posterior e seus principais diagnósticos diferenciais, assim como UpToDate (consultado para revisão sistemática dos sintomas e achados ultrassonográficos).

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O diagnóstico mais provável para o caso descrito é a esclerite posterior (alternativa B). A esclerite é uma inflamação da esclera, a camada externa branca do olho, que pode afetar tanto a parte anterior quanto a posterior desse tecido. A esclerite posterior costuma ser mais grave e pode afetar a visão. Os sintomas descritos pelo paciente, como dor ocular unilateral, vermelhidão, proptose leve e embaçamento visual, são comuns nessa condição. Além disso, o edema retrobulbar descrito no ultrassom ocular também sugere a esclerite posterior. É importante que o paciente seja examinado por um oftalmologista para confirmação do diagnóstico e tratamento adequado.

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