Todas as alternativas abaixo são falsas, EXCETO.
Gabarito comentado
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Alternativa correta: C
Tema central da questão:
A questão aborda teorias e técnicas psicoterápicas, explorando conceitos centrais de grandes autores como Carl Rogers, S. Ferenczi, Julia Kristeva e Jacques Lacan. Para responder corretamente, é essencial reconhecer princípios fundamentais de cada abordagem.
Resumo teórico:
Julia Kristeva é uma importante psicanalista e filósofa, conhecida por abordar a influência do materno no inconsciente. Em suas obras, destaca a necessidade de o sujeito elaborar os resquícios simbólicos ligados à figura materna. O analista, nesse caso, pode ser visto como alguém que auxilia o paciente a "dissolver" esses vínculos aprisionadores, permitindo a construção de uma identidade própria (Fonte: Kristeva, “Poderes da Perdição”, 1987).
Justificativa da alternativa correta:
C - Para Julia Kristeva, o analista é um parceiro imaginado capaz de dissolver aquilo que da mãe permanece aprisionado no paciente.
Esse enunciado é verdadeiro. Kristeva propõe que o sujeito, para se constituir psiquicamente, precisa se separar simbolicamente da mãe. O analista, nessa perspectiva, tem o papel de mediar esse processo, favorecendo a elaboração dos conflitos maternos que permanecem no inconsciente do paciente.
Análise das alternativas incorretas:
A – Incorreta. Carl Rogers valoriza a empatia e a autenticidade na relação terapêutica. Pelo contrário, ele orienta que o terapeuta seja transparente e genuíno, inclusive ao final do processo, nunca ocultando seus sentimentos do cliente (Rogers, “Tornar-se Pessoa”).
B – Incorreta. S. Ferenczi reconheceu que resistências podem vir tanto do paciente quanto do analista. Ele enfatizou a importância da autoanálise do terapeuta para evitar resistências inconscientes (Ferenczi, “Confusão de Línguas”).
D – Incorreta. Lacan afirma que toda demanda de ajuda está de alguma forma relacionada ao desejo e ao objeto causa de desejo. O analista, segundo Lacan, é suposto saber algo sobre esse desejo, o que justifica a entrada do paciente em análise (Lacan, “O Seminário, Livro 11”).
Dicas de interpretação:
Ao se deparar com enunciados absolutos (“nunca”, “sempre”, “esconder”), redobre a atenção. Estas palavras costumam indicar pegadinhas, pois raramente refletem a complexidade das teorias psicológicas. Busque sempre relacionar o conteúdo ao autor citado e elimine as opções baseando-se em seus conceitos-chave.
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