Paciente, sexo masculino, 64 anos, apresenta quadro de dor l...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: quadro clássico de síndrome da cauda equina por compressão das raízes lombossacras, cursando com dor lombar intensa, irradiação para MMII, anestesia em sela (perianal/perineal), retenção urinária, alteração esfincteriana e paraparesia flácida (sinal de neurônio motor inferior).
Alternativa correta: C) Cauda equina. A cauda equina é o feixe de raízes nervosas abaixo do cone medular (L1–L2). Sua compressão compromete raízes L4–S4, explicando: dor radicular, perda sensitiva em sela (S2–S4), disfunções vesical e intestinal (parassimpáticas sacras) e disfunção erétil. O achado de paraparesia flácida e arreflexia caracteriza lesão de neurônio motor inferior, típico de raízes nervosas e incompatível com lesão de tronco encefálico. Esse conjunto fecha o diagnóstico sindrômico de cauda equina. Referências: UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine; Moore – Anatomia Clínica.
Exame e conduta essenciais: RNM de coluna lombossacra imediata é o exame de escolha. Etiologias comuns: hérnia discal volumosa (L4–L5/L5–S1), estenose, tumor, abscesso epidural, trauma. Emergência neurocirúrgica: descompressão cirúrgica idealmente em até 24–48 h para melhor prognóstico de função esfincteriana (AANS, UpToDate). Avaliar resíduo pós-miccional, tônus anal e reflexo bulbocavernoso.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
A) Oliva: estrutura bulbar (oliva inferior) ligada à modulação cerebelar. Lesões cursam com ataxia/incoordenação, não com anestesia em sela ou retenção urinária. Não explica paraparesia flácida periférica.
B) Núcleo rubro: no mesencéfalo; integra vias motoras (trato rubrospinal). Lesões causam tremor/ataxia e déficits contralaterais de membro superior, sem dor radicular lombar, sem disfunção esfincteriana periférica.
D) Pirâmide bulbar: contém o trato corticoespinal. Lesões geram sinais de neurônio motor superior (espasticidade, hiperreflexia, Babinski) e hemiparesia contralateral, não paraparesia flácida e anestesia em sela.
Pegadinhas e estratégia: Diferenciar cauda equina de síndrome do cone medular. Cone: déficits mais simétricos, dor menos proeminente e mistura de sinais UMN/LMN; cauda: dor radicular intensa, déficits muitas vezes assimétricos e LMN (flacidez, arreflexia) com comprometimento sacral marcante. Palavras-chave para marcar C: anestesia em sela + retenção urinária + paraparesia flácida.
Gabarito: C) Cauda equina.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo