Heloísa atua como assistente social em um Núcleo Integrado d...

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Q4114857 Serviço Social
Heloísa atua como assistente social em um Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (NUIAM) de um determinado município. Certo dia, Maria, após sofrer frequentes agressões física e moral, e de ter seus objetos de trabalho destruídos pelo seu marido, com quem tem um filho de 6 anos, procurou a instituição em busca de esclarecimentos e orientações. Heloísa, de prontidão, recebeu Maria. Com base no Código de Ética Profissional, bem como a Lei Maria da Penha nº 11.340/2006, assinale conduta correta da assistente social frente a tal demanda. 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A regra decisiva era o ressarcimento, pelo agressor, dos custos dos dispositivos de segurança em caso de perigo iminente, sem ônus ao patrimônio da mulher e de seus dependentes.

Tema central: Lei Maria da Penha
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque desloca para a assistente social um prazo legal de 48 horas que a Lei Maria da Penha não atribui a ela. Esse prazo se refere aos atos da autoridade policial e do juiz relacionados às medidas protetivas, e não a um suposto prazo da assistente social para encaminhar a vítima ao atendimento policial especializado.
B
Errada
Está errada porque a destruição de objetos de trabalho, bens e valores integra a violência patrimonial prevista expressamente na Lei Maria da Penha. Portanto, é incorreto afirmar que esse tipo de conduta não configura violência doméstica.
C
Errada
Está errada porque transforma em automática uma prioridade que a lei condiciona à comprovação documental. A matrícula ou transferência dos dependentes exige documentos do registro da ocorrência policial ou de processo de violência doméstica e familiar em curso.
D
Certa
A alternativa D está de acordo com a Lei nº 11.340/2006 porque trata corretamente de duas previsões legais vinculadas à proteção da vítima em situação de risco: a utilização de medida protetiva em contexto de perigo iminente e o ressarcimento, pelo agressor, dos custos dos dispositivos de segurança destinados ao monitoramento da vítima. Além disso, a lei estabelece expressamente que esse ressarcimento não pode gerar qualquer ônus ao patrimônio da mulher e de seus dependentes. Esse é o critério normativo que sustenta a correção da alternativa.
Pegadinha da questão
A questão misturou regras reais da Lei Maria da Penha com deslocamentos indevidos: o prazo de 48 horas foi atribuído à assistente social, a violência patrimonial foi negada mesmo com destruição de objetos de trabalho, e a prioridade de matrícula foi apresentada sem a exigência legal de comprovação.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a alternativa trouxer prazo legal, confira a quem a lei atribui esse prazo; aqui, as 48 horas não são da assistente social.
  • Destruição, retenção ou subtração de bens, valores e instrumentos de trabalho deve ser confrontada com a categoria de violência patrimonial.
  • Se a lei concede prioridade ou benefício, verifique se o enunciado omitiu condição documental ou procedimental para seu exercício.
  • Alternativa que reproduz regra legal específica, como a dos dispositivos de segurança e do ressarcimento pelo agressor, tende a prevalecer sobre formulações genéricas.

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