O manejo das doenças respiratórias crônicas e agudas é uma ...

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Q3991420 Medicina
O manejo das doenças respiratórias crônicas e agudas é uma atribuição frequente na Unidade Básica de Saúde. Sobre a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão se resolve pela recomendação da GINA 2024 para asma em adultos e adolescentes: o uso de ICS-formoterol como alívio/resgate no esquema preferencial reduz exacerbações e risco futuro em relação ao SABA isolado. Como a alternativa C é a única compatível com essa diretriz, ela é a correta.

Tema central: Manejo atual da asma
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque pneumonia adquirida na comunidade em escolar hígido não exige vancomicina endovenosa obrigatória nem manejo em hospital-dia como rotina. A conduta inicial depende de gravidade, necessidade de internação e etiologia provável. Vancomicina EV é conduta excessiva para o cenário descrito e só faria sentido em situações específicas de gravidade ou suspeita microbiológica particular, não como primeira escolha obrigatória na APS.
B
Errada
Está errada porque bronquiolite viral aguda em lactentes tem manejo predominantemente de suporte. Segundo a base, beta-2 agonistas e corticoides sistêmicos não são recomendados rotineiramente, pois não demonstram benefício clínico consistente em reduzir tempo de internação ou melhorar desfechos relevantes. O erro da alternativa é extrapolar tratamento de sibilância/asma para bronquiolite.
C
Certa
A alternativa C está correta porque, segundo as diretrizes atuais para adultos e adolescentes, o corticoide inalatório associado ao formoterol é a terapia de alívio preferencial na asma. Essa estratégia é favorecida por controlar sintomas e reduzir risco de exacerbações em comparação com o broncodilatador isolado. A base da questão explicita a preferência do Track 1 da GINA 2024 por ICS-formoterol como reliever/controller nesse grupo etário.
D
Errada
Está errada por dois motivos médicos objetivos: a definição de tosse crônica no adulto é duração superior a 8 semanas, não superior a 12 meses; além disso, influenza B persistente em não vacinado não é causa principal de tosse crônica. As causas principais referidas na base são síndrome da tosse das vias aéreas superiores, asma/eosinofilia e DRGE.
E
Errada
Está errada porque o diagnóstico de DPOC não se estabelece por sibilância inspiratória persistente nem por radiografia com infiltrado intersticial difuso. O critério decisivo, segundo a base e a GOLD, é funcional: obstrução ao fluxo aéreo confirmada por espirometria pós-broncodilatador com relação VEF1/CVF abaixo de 0,7. Sintomas e imagem podem complementar avaliação, mas não substituem esse critério diagnóstico.
Pegadinha da questão
A banca misturou uma recomendação realmente atualizada de asma com alternativas formuladas em linguagem absoluta e tecnicamente falsas, especialmente para induzir confusão entre bronquiolite e asma, entre achado clínico/imagem e critério diagnóstico de DPOC, e entre a lógica antiga do resgate com SABA isolado e a diretriz atual com ICS-formoterol.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa mencionar "diretrizes atuais" em asma, verifique se ela incorpora a preferência por ICS-formoterol como terapia de alívio em adultos e adolescentes.
  • Desconfie de termos absolutos como "obrigatoriamente" e "rotineiramente" em doenças respiratórias da APS; muitas vezes eles violam o critério de gravidade ou a evidência de benefício.
  • Para DPOC, procure o critério confirmatório obrigatório: espirometria pós-broncodilatador; ausculta e radiografia isoladas não fecham diagnóstico.
  • Na tosse crônica, confira primeiro a definição temporal correta antes de avaliar a etiologia.

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