Considerando o manejo clínico da Hipertensão Arterial Sistê...
Gabarito comentado
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Tema central: O manejo das crises hipertensivas no departamento de emergência, especialmente diferenciar emergência de urgência hipertensiva e conduzí-las adequadamente.
Alternativa correta: A
A conduta diante de pacientes com elevação marcante da pressão arterial (>180/120 mmHg), sem lesão aguda de órgão-alvo, é adotar uma abordagem gradual. Conforme as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, capítulo sobre crise hipertensiva: “O uso de medicações parenterais ou sublinguais não é recomendado, pois pode levar a reduções abruptas da PA e potencialmente causar isquemia de órgãos-alvo.” Nestes casos (urgência hipertensiva), a PA deve ser controlada com medicação via oral e com estabilidade hemodinâmica, ao longo de 24 a 48 horas.
É importante enfatizar que quedas rápidas da PA podem precipitar eventos isquêmicos em cérebro, coração e rins, sobretudo em pacientes com hipertensão crônica. Por isso, não se utilizam anti-hipertensivos intravenosos, nem sublinguais, deixando-os para emergências verdadeiras, onde há risco iminente à vida devido à lesão em alvo.
Análise das alternativas incorretas:
B) Errada: Reduzir agudamente a PA em pacientes estáveis pode prejudicar a perfusão tecidual e precipitar isquemias, contrariando protocolos. Sempre preferir redução lenta e gradual quando não há lesão aguda de órgão-alvo.
C) Errada: Troca conceitos. Emergência hipertensiva é a que exige anti-hipertensivo parenteral; urgência, não. O item confunde e inverte as definições, típica “pegadinha” de prova.
D) Errada: Na suspeita de dissecção aguda de aorta, o beta-bloqueador é o fármaco de escolha, pois reduz a força de ejeção ventricular e pressiona menos a aorta, protegendo o paciente.
E) Errada: Ao contrário: nitroglicerina é indicada no edema pulmonar agudo cardiogênico com isquemia, promovendo vasodilatação e melhora dos sintomas, conforme consensos da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Dicas de prova: Atenção a termos como “sempre”, “nunca” e inversões conceituais entre urgência e emergência — são recursos clássicos em concursos para confundir. Revisite frequentemente os quadros das diretrizes oficiais.
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