Paciente de 74 anos, morador da zona rural, em tratamento qu...

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Q4195127 Medicina
Paciente de 74 anos, morador da zona rural, em tratamento quimioterápico devido a um tumor de esôfago, apresentou um ferimento cortocontuso profundo em mão esquerda durante a manipulação de mudas de árvores frutíferas. Devido ao ocorrido, foi encaminhado para o atendimento médico para a avaliação da extensão do ferimento. O paciente refere nunca ter recebido nenhuma dose de vacina contra tétano.
Considerando o exposto, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Ferimento profundo e potencialmente contaminado em paciente nunca vacinado e em quimioterapia indica profilaxia ativa e passiva do tétano; na imunodepressão, o Ministério da Saúde orienta IGHAT no lugar de SAT, e o esquema básico da dT é de 3 doses com intervalo recomendado de 60 dias. Isso torna correta a alternativa C.

Tema central: Profilaxia pós-exposição do tétano
Análise das alternativas
A
Errada
Erra em dois pontos técnicos. Em imunodeprimido, a diretriz do Ministério da Saúde recomenda IGHAT no lugar do SAT quando há indicação de profilaxia passiva contra tétano. Além disso, no esquema básico da dT, 30 dias é intervalo mínimo, não o recomendado; o recomendado é 60 dias entre as 3 doses.
B
Errada
Exclui indevidamente a imunização passiva. Em ferimento profundo e de maior risco, em paciente nunca vacinado, a vacina não oferece proteção imediata para a exposição atual, por isso é necessária associação de imunização passiva além do início da dT.
C
Certa
A alternativa C reúne os três pontos decisivos do caso. Primeiro, o ferimento é de maior risco para tétano, então a vacina isoladamente não basta em quem nunca foi imunizado. Segundo, como o paciente é não vacinado, deve iniciar esquema básico com 3 doses de dT. Terceiro, por estar em quimioterapia, entra no critério de imunodepressão em que o Ministério da Saúde recomenda IGHAT, e não SAT, quando há indicação de imunoprofilaxia passiva. O intervalo de 60 dias entre as doses da dT corresponde ao intervalo recomendado, embora 30 dias seja apenas o mínimo.
D
Errada
A afirmação sobre meia-vida está incompatível com a farmacocinética da IGHAT. A imunoglobulina humana antitetânica é uma IgG humana, com meia-vida em semanas, não de 7 a 10 dias.
E
Errada
O teste cutâneo de sensibilidade para SAT não é indicado como rotina para predizer anafilaxia e não deve atrasar a profilaxia. Além disso, neste cenário o imunobiológico passivo indicado pela diretriz é IGHAT, não SAT.
Pegadinha da questão
A banca combinou duas confusões reais: usar SAT por reflexo em qualquer ferimento tetanogênico e tomar 30 dias como intervalo padrão da dT, quando no imunodeprimido a profilaxia passiva preferida é IGHAT e o intervalo recomendado da dT é 60 dias.
Dica para questões semelhantes
  • Julgue primeiro o tipo de ferimento e o estado vacinal: ferimento de maior risco em não vacinado pede vacina mais imunização passiva.
  • Se houver imunodepressão, a diretriz do Ministério da Saúde favorece IGHAT em vez de SAT quando houver indicação de profilaxia passiva.
  • Na dT, diferencie intervalo mínimo do recomendado: o esquema básico tem 3 doses, com 60 dias como intervalo recomendado e 30 dias como mínimo.

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