Sobre o diagnóstico e tratamento da cólica renal na emergên...
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Tema central: A questão aborda a cólica renal na emergência, com foco em diagnóstico e conduta, incluindo casos complicados por infecção.
Justificativa da alternativa correta (A):
Pacientes com cólica renal, febre e sinais de sepse apresentam suspeita de pielonefrite obstrutiva, um quadro de gravidade que exige intervenção urológica de emergência para desobstrução urinária, como nefrostomia ou cateter duplo J. Esta conduta previne falência renal e choque séptico. Segundo o "Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Infecção do Trato Urinário", seção 'Critérios para internação e intervenção urológica': “Pacientes com pielonefrite obstrutiva, febre ou sinais de sepse devem ser internados e avaliados para intervenção urológica de emergência.” Tal conduta é respaldada também por manuais como Campbell-Walsh Urology.
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta. Tansulosina é indicada para facilitar a eliminação de cálculos ureterais de 5 a 10 mm, por relaxar a musculatura ureteral e aumentar a taxa de eliminação espontânea. Diretrizes urológicas e revisões sistemáticas recomendam seu uso nesse contexto.
C) Incorreta. AINEs são a primeira linha para analgesia em cólica renal. Eles reduzem a pressão intratubular e proporcionam alívio efetivo da dor. O uso deve ser cauteloso em pacientes com disfunção renal, mas não está contraindicado na maioria dos casos.
D) Incorreta. Antiespasmódicos não são preferenciais. Hioscina tem eficácia limitada em cólica renal e não substitui AINEs ou opioides, que possuem ação comprovada e são preconizados nas diretrizes clínicas (como UpToDate e diretrizes da EAU).
E) Incorreta. O padrão-ouro diagnóstico da cólica renal é a tomografia computadorizada sem contraste, que identifica cálculos pequenos/ureterais. A ultrassonografia possui menor sensibilidade e é indicada como alternativa em situações específicas (gestantes, alergia ao contraste ou indisponibilidade de TC).
Dicas para provas: Sempre atente à associação de dor, febre e sinais sistêmicos de gravidade: são sinais de alarme para intervenção rápida. Cuidado com alternativas que trazem cobertura medicamentosa inadequada ou confundem método diagnóstico padrão-ouro.
Resumo:
Se houver obstrução urinária + infecção sistêmica, trata-se de emergência urológica (intervenção imediata). Outros medicamentos ou exames podem ser úteis, mas não substituem a desobstrução urgente nesses casos.
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