Escolioses idiopáticas com curvas maiores que 10° ocorrem em...

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Q2696978 Medicina

Escolioses idiopáticas com curvas maiores que 10° ocorrem em 2 a 3% das crianças abaixo de 16 anos. Sobre a escoliose idiopática do adolescente, assinale a alternativa correta.

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Tema central da questão: Esta questão aborda a escoliose idiopática do adolescente (EIA), com foco na progressão das curvas após a maturidade esquelética. Cabe ao candidato compreender os fatores de risco para progressão e aplicar conceitos de prognóstico com base em evidências científicas e diretrizes oficiais.

Justificativa da alternativa correta (A): Curvas com ângulo de Cobb superior a 30° ao se atingir a maturidade esquelética (Risser 4 ou 5) apresentam maior risco de progressão durante a vida adulta. Isso está alinhado com estudos científicos e diretrizes, como a Nota Técnica sobre Escoliose da Secretaria de Saúde do RS, que enfatiza: "curvas acima de 30° podem progredir mesmo após cessado o crescimento ósseo”. Na prática clínica, curvas maiores tendem à progressão lenta, podendo implicar evolução funcional e estética negativa.

Análise das alternativas incorretas:

B) Incorreta: Embora curvas acima de 20° possam evoluir em crianças, após a maturidade esquelética o risco significativo de progressão ocorre preferencialmente em curvas acima de 30°. Pegadinha: O valor de 20° é relevante para indicação de seguimento durante o crescimento, mas não define risco elevado após o fim do crescimento.

C) Incorreta: Nem todas as curvas se estabilizam após a maturidade esquelética. O enunciado induz ao erro ao generalizar. Curvas acima de 30° e principalmente acima de 50°, podem, sim, progredir na idade adulta, como alertam as principais revisões e manuais, como Tachdjian e UpToDate.

D) Incorreta: Curvas torácicas inferiores a 30° têm risco muito baixo de progressão após a maturidade esquelética. O item está invertido: curvas pequenas geralmente não progridem.

Estratégia de prova: Fique atento a termos absolutos ou valores numéricos específicos: entenda que o risco real de progressão relevante se concentra em curvas moderadas a graves quando o crescimento ósseo se encerra.

Evidências científicas e diretrizes: Segundo a PEDIPEDIA e a Nota Técnica sobre Escoliose, “curvas inferiores a 30º têm risco muito baixo de progressão”, enquanto curvas superiores a esse valor merecem vigilância e eventual intervenção.

Resumo: Compreender a importância do ângulo de Cobb na maturidade esquelética é essencial para prever a evolução da EIA e embasar a conduta clínica, como exemplificado na alternativa A.

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