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Q4322384 Português

"É impossível imaginar o espanhol sem Cervantes, o inglês sem Shakespeare, e o português sem Clarice." (Benjamin Moser)


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Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: “É impossível imaginar o espanhol sem Cervantes, o inglês sem Shakespeare, e o português sem Clarice.” A relação entre “É impossível” e a oração iniciada por “imaginar” é de predicação: a oração infinitiva apresenta aquilo a que se atribui “impossível”, e não funciona como objeto direto. Esse critério confirma a alternativa E.

Tema central: Oração subordinada substantiva subjetiva
Análise das alternativas
A
Errada
Há subordinação: a oração iniciada por “imaginar” funciona como sujeito de “É impossível”, não sendo sintaticamente independente dela. Os segmentos referentes às três línguas formam uma enumeração interna ao complemento de “imaginar”; as vírgulas e a conjunção “e” não estabelecem quatro orações coordenadas entre si.
B
Errada
Somente “É” está no presente do indicativo. “Imaginar” está no infinitivo e introduz uma oração reduzida, não desenvolvida. Assim, a alternativa erra ao atribuir às duas orações a mesma forma verbal e a classificação de desenvolvidas.
C
Errada
Apenas a subordinada iniciada por “imaginar” é reduzida de infinitivo. A oração principal contém a forma finita “É”, o que impede classificar as duas orações como reduzidas de infinitivo.
D
Errada
A oração infinitiva exerce a função de sujeito, não de objeto direto. Na oração principal, “É” é verbo de ligação, e não verbo transitivo direto que exigiria esse complemento. Os complementos internos de “imaginar” não determinam a função sintática da oração inteira.
E
Certa
A substituição diagnóstica de toda a oração infinitiva por “isso” resulta em “Isso é impossível”, evidenciando sua função de sujeito. Portanto, o segmento iniciado por “imaginar” é uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, e “impossível” é seu predicativo na oração principal. A alternativa E identifica a função dessa subordinada, sem afirmar que o período tenha apenas uma oração.
Pegadinha da questão
A posição da oração infinitiva depois de “É impossível” pode levar à classificação indevida como objeto direto. Além disso, a enumeração das três línguas pode ser confundida com coordenação de orações. A alternativa E descreve uma oração com função de sujeito, não um período formado por uma única oração.
Dica para questões semelhantes
  • Substitua, como teste de análise, toda a oração infinitiva por “isso”: em “Isso é impossível”, fica evidente a função de sujeito.
  • Distinga a forma finita do infinitivo antes de classificar as orações: aqui, “É” é finita, enquanto “imaginar” introduz a reduzida.
  • Separe a função da oração inteira das funções de seus termos internos; a enumeração no complemento de “imaginar” não elimina a subordinação.

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Comentários

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Vamos achar o sujeito de “é impossível”.

Pergunta: O que é impossível?

Imaginar o espanhol sem Cervantes, o inglês sem Shakespeare e o português sem Clarice.

Portanto, “imaginar…” funciona como sujeito da oração.

A estrutura fica:

[Imaginar o espanhol sem Cervantes…] → SUJEITO

é → verbo de ligação

impossível → PREDICATIVO DO SUJEITO

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