Verbo é uma palavra passível de conjugação (por isso, sofre...

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Q3575430 Português
Verbo é uma palavra passível de conjugação (por isso, sofre flexão). Nos verbos regulares, por exemplo, há uma parte invariável (chamada de radical) e uma variável (chamada de desinência). Estas é que se flexionam, a fim de indicar modo, tempo, número e pessoa.

Nesse contexto, marque a alternativa com análise incorreta.
Alternativas

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Tema central: Esta questão explora morfologia verbal na norma-padrão, abordando tempos verbais e classificação dos verbos (regulares, irregulares, defectivos, abundantes e anômalos), conhecimento essencial para provas de concursos, especialmente para o cargo de Professor de Língua Portuguesa.

Análise da alternativa correta (A):

A alternativa A é incorreta pois afirma que “estudamos” identifica presente e mais-que-perfeito do indicativo. Em verdade, a forma “estudamos” corresponde ao presente e ao pretérito perfeito do indicativo, para a 1ª pessoa do plural ("nós"). Exemplo:

  • Presente: Nós estudamos muito (hoje).
  • Pretérito perfeito: Nós estudamos muito ontem.

O mais-que-perfeito possui formas como “estudáramos”, nunca “estudamos” (Nós já tínhamos estudado quando cheguei). Segundo Bechara e Cunha & Cintra, o reconhecimento das terminações é fundamental para não confundir os tempos verbais.

Análise das alternativas incorretas:

B) Correta. O verbo saber é irregular, pois alterna radical (“sei”, “soube”). A frase evidencia esta irregularidade.

C) Correta. “Abolir” é defectivo, pois não se conjuga em todas as pessoas, especialmente na 1ª do singular.

D) Correta. “Limpar” é abundante: possui dois particípios (“limpado” e “limpo”). O uso do particípio regular (“tinha limpado”) confirma essa classificação, conforme orientam Rocha Lima e Bechara.

E) Correta. “Ir” (“iremos”) e “ser” (“somos”) são anômalos porque apresentam alterações profundas no radical (“vou – fui”, “sou – fui”).

Estrategicamente, fique atento a detalhes das formas verbais: muitas questões apresentam “pegadinhas”, confundindo tempos verbais próximos na escrita, mas de uso sintático distinto no padrão culto.

Referências: Manual de Redação da Presidência da República; Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo; Rocha Lima, Gramática Normativa da Língua Portuguesa.

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