A dor é uma experiência multifatorial que envolve vários asp...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: D
1. Tema central da questão
Esta questão trata sobre dor — uma experiência subjetiva, complexa e multidimensional — e seu impacto no desempenho ocupacional diário dos indivíduos, tema fundamental para a atuação do terapeuta ocupacional em cuidados paliativos e reabilitação. Para responder corretamente, é preciso compreender como a dor deve ser avaliada e quais elementos são essenciais nessa avaliação.
2. Resumo teórico
A avaliação da dor engloba dimensões sensoriais, emocionais, cognitivas e sociais, devendo considerar tanto aspectos objetivos (ex: escalas numéricas, localização) quanto subjetivos (ex: relato do indivíduo, impacto na vida cotidiana). Segundo a International Association for the Study of Pain (IASP) e manuais de cuidados paliativos do Ministério da Saúde, a experiência do paciente é central: o relato pessoal é indispensável, e protocolos de avaliação devem integrar essa perspectiva (BRASIL, 2018; IASP, 2020).
3. Justificativa da alternativa correta (D)
A alternativa D está INCORRETA porque afirma que os principais protocolos de avaliação da dor não consideram os relatos pessoais. Isso é falso: a avaliação moderna da dor prioriza o relato subjetivo do paciente, pois a dor é uma vivência única e pessoal. Instrumentos como a Escala Visual Analógica (EVA), por exemplo, dependem do que o paciente relata sentir — e não apenas de quantificações padronizadas sem considerar a experiência individual.
4. Análise das alternativas incorretas
- A: Correta, pois a dor realmente envolve aspectos quantitativos (intensidade), sensitivos (sensação física) e hedônicos (relacionados ao prazer/desprazer).
- B: Correta, pois a dor afeta o indivíduo em níveis biológico, psicológico e social.
- C: Correta, pois uma avaliação completa da dor deve incluir intensidade, qualidade, duração, localização e fatores que influenciam a dor.
- E: Correta, pois na avaliação indireta (ex: crianças, pessoas com deficiência de comunicação), a observação clínica é fundamental para compreender o quadro doloroso e planejar o tratamento.
Estratégias de interpretação: Fique atento a palavras como “não”, “sempre”, “nunca” ou “apenas”, pois costumam indicar pegadinhas. Busque identificar o ponto central de cada alternativa e relacione com sua vivência prática e teórica.
Fontes: BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes Nacionais de Cuidados Paliativos; IASP (International Association for the Study of Pain).
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