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Q3917526 Enfermagem
Durante supervisão de enfermagem em uma sala de vacinação de Unidade Básica de Saúde, é identificado que, após falha elétrica não programada no período noturno, o termômetro de máxima e mínima da câmara refrigerada registrou temperatura de +12 °C por aproximadamente 4 horas, retornando posteriormente à faixa adequada (+2 °C a +8 °C). No período, encontravam-se armazenadas vacinas de vírus vivos atenuados (tríplice viral e varicela), vacinas inativadas (pentavalente, VIP e hepatite B) e vacinas adsorvidas (DTP). Na triagem de crianças no mesmo turno, uma criança de 9 meses, sem comorbidades, comparece para vacinação de rotina, estando indicada a administração de tríplice viral (1ª dose).

Qual é a conduta correta neste caso, considerando as intervenções da enfermagem?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Houve excursão de temperatura com registro de +12 °C por cerca de 4 horas em imunobiológicos armazenados na sala de vacinação, fora da faixa recomendada de +2 °C a +8 °C. Pelo Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação 2024 e pelo Manual de Rede de Frio do PNI, o lote fica sob suspeita, devendo ser segregado/suspenso, mantido na temperatura adequada, comunicado ao responsável técnico/instância superior e submetido à avaliação formal antes de uso ou descarte.

Tema central: Excursão térmica na rede de frio
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. A exposição a +12 °C já configura excursão de temperatura e torna os imunobiológicos sob suspeita. Não há autorização para uso normal com base apenas em período inferior a 6 horas.
B
Certa
A alternativa B corresponde à conduta prevista para imunobiológicos sob suspeita após falha da rede de frio: interromper o uso, comunicar a ocorrência e aguardar orientação técnica antes de administrar qualquer dose. Não cabe à enfermagem liberar o lote por conta própria, nem usar o retorno posterior da temperatura como critério de segurança.
C
Errada
Errada. O prazo de validade não garante manutenção da potência após falha da cadeia de frio. A tríplice viral exposta acima da faixa recomendada não deve ser administrada antes de avaliação técnica.
D
Errada
Errada. Não se deve administrar a vacina de lote sob suspeita e depois revacinar preventivamente. A conduta correta é impedir o uso até decisão técnica formal.
E
Errada
Errada. A tríplice viral não deve ser descartada imediatamente sem autorização, e as vacinas inativadas e adsorvidas também não podem ser liberadas sem restrição. Todas as expostas ficam sob suspeita até avaliação.
Pegadinha da questão
A banca explora a falsa ideia de que 4 horas fora da faixa, o retorno posterior à temperatura adequada, a validade do frasco ou o tipo de vacina permitiriam decisão local de uso ou descarte. O critério real é: excursão térmica = lote sob suspeita = suspensão de uso e avaliação técnica.
Dica para questões semelhantes
  • Se houve temperatura fora da faixa recomendada, pense primeiro em imunobiológico sob suspeita, não em uso automático nem em descarte automático.
  • Em rede de frio, a equipe local não presume potência preservada com base apenas em tempo e temperatura; a decisão de liberação ou descarte é técnica e formal.
  • O retorno posterior da câmara à faixa adequada não apaga a excursão já ocorrida.
  • Validade do frasco e diferença entre vacinas vivas, inativadas e adsorvidas não substituem o protocolo de segregação, registro e comunicação.

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Comentários

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Eu acertei a questão, mas o comando da questão está incorreto. Como assim administrar a tríplice viral como vacina de rotina em criança de 9 meses? A agenda oportuna é com 12 meses e 15 meses. Já elimina as alternativas B e C.

Se fosse vacinação de bloqueio eu até entenderia, porém a banca não especificou esse detalhe. E de qualquer forma, a dose para fins de bloqueio não é considerada válida para a cobertura vacinal de rotina (dose zero).

A banca fez uma confusão:

Citou 9 meses e após isso disse vacinaçao de rotina ( que seria 12m e 15 m) , existe sim uma particularidade para vacinaçao de triplice viral em menores de 12 meses e essa se chama DOSE ZERO, para casos de surto de sarampo (a partir de 6 meses a menores de 1 ano), mas nao citou em momento algum "surto" , simplismente disse que há indicaçao da 1ª dose, outro erro, porque a dose zero é dose única nao sendo contabilizada posteriormente.

passivel de anulação, mesmo que todos tenham acertado por eliminação

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