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Q3917522 Enfermagem
Durante um plantão noturno em uma Unidade de Pronto Atendimento, um paciente masculino, 56 anos, dá entrada trazido pelo SAMU com queixa de dor torácica intensa há 40 minutos, irradiando para o braço esquerdo, sudorese fria, náuseas e sensação de morte iminente. Ao exame inicial de enfermagem, observa-se: pele pálida e fria, frequência respiratória de 26 irpm, saturação de O₂ de 91% em ar ambiente, pressão arterial de 88/56 mmHg e frequência cardíaca de 118 bpm.

Qual das alternativas apresenta a correta relação entre a assistência de enfermagem em situações de emergência, os princípios da Enfermagem Médico-Cirúrgica e a atuação baseada em protocolos?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O quadro clínico sugere síndrome coronariana aguda com instabilidade hemodinâmica e respiratória inicial: dor torácica típica, hipotensão, taquicardia, taquipneia e SpO2 de 91% indicam necessidade de suporte imediato. Pela abordagem ABC e pelos princípios da enfermagem em emergência, a prioridade é oxigenoterapia, monitorização cardíaca, acesso venoso calibroso e comunicação imediata da equipe médica, o que conduz ao gabarito C.

Tema central: SCA com instabilidade hemodinâmica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma analgesia opioide em prioridade inicial isolada num paciente com hipotensão, hipoxemia e sinais de má perfusão. O problema central não é apenas a dor; é a instabilidade clínica. Além disso, a afirmação de que o opioide estabiliza a pressão arterial está incorreta dentro da base, porque analgesia não substitui suporte inicial e pode contribuir para piora hemodinâmica em alguns cenários.
B
Errada
Está errada por inverter prioridades. O ECG de 12 derivações é importante na suspeita de SCA, mas a base é explícita ao afirmar que, na presença de instabilidade hemodinâmica e hipoxemia, medidas imediatas de suporte e monitorização precedem ou acompanham a confirmação diagnóstica. Portanto, não cabe colocá-lo como etapa a ser feita antes de monitorização contínua, oxigenoterapia e acesso venoso em paciente já instável.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reúne as medidas iniciais compatíveis com assistência de enfermagem em emergência diante de suspeita de SCA com instabilidade hemodinâmica: oxigenoterapia está indicada pela dessaturação, a monitorização cardíaca contínua é necessária pela gravidade e risco de deterioração, o acesso venoso calibroso prepara o manejo subsequente, e a comunicação imediata da equipe médica faz parte da resposta protocolizada ao quadro tempo-dependente. Esse conjunto atende ao princípio decisivo da questão: estabilização inicial e segurança clínica antes de qualquer conduta isolada.
D
Errada
Está errada porque propõe bolus rápido de cristaloide independentemente da causa da hipotensão. Na SCA, a hipotensão pode refletir baixo débito/choque cardiogênico; por isso, expansão volêmica indiscriminada pode ser inadequada ou prejudicial. O erro médico específico é ignorar a etiologia da hipotensão em um contexto cardiovascular crítico.
E
Errada
Está errada porque nega a atuação inicial protocolizada da enfermagem em emergência. A base afirma que a enfermagem deve atuar prontamente na instalação de oxigênio, monitorização, acesso venoso e comunicação da equipe em situações tempo-dependentes. Aguardar passivamente solicitação médica atrasaria medidas essenciais de suporte e contraria a segurança do paciente.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: usar a importância do ECG precoce para colocá-lo antes de qualquer suporte em paciente instável e confundir dor intensa com indicação de analgesia como primeira medida, ignorando hipotensão e hipoxemia.
Dica para questões semelhantes
  • Se a dor torácica vier com hipotensão, taquicardia, pele fria ou dessaturação, pense primeiro em suporte e vigilância contínua, não em intervenção isolada.
  • ECG é prioritário na suspeita de SCA, mas em paciente instável ele não substitui oxigênio indicado, monitorização e acesso venoso.
  • Hipotensão em contexto coronariano não autoriza reposição volêmica indiscriminada; a etiologia pode ser cardiogênica.
  • Em emergência, a enfermagem deve iniciar medidas protocolizadas de suporte sem atitude expectante.

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