Analise as assertivas abaixo. I. Em “Sempre checamos nossa ...

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Q3036552 Português
FACE A FACE
Mário Viana
        Telefonar voltou à moda. Depois de uma temporada intensa de e-mails, posts, voice-mails, memes e emojis, a quarentena nos fez redescobrir o prazer de ver os amigos – nem que seja pelo distanciamento social da chamada de vídeo. Quando o rosto conhecido surge na telinha do celular, falando de verdade com você, é como se um novo mundo antigo se descortinasse.
        Chamadas de vídeo lembram as festas de Natal de nossa infância, na parte em que a madrinha chegava carregando um presente bem vistoso. Só depois de adultos é que fomos descobrir as arapucas ocultas em cada rabanada. Na infância, bastava um pacote embrulhado em papel colorido pra coisa ficar excitante.
         Em tempos de isolamentos e rostos cobertos por máscaras, tem de haver um jeito de se sentir sócio do clube. A tecnologia tem dado conta do recado, com limites. Grupos de trabalho e debates, como os dos aplicativos Zoom e Team, são ótimos pra resolver problemas e esclarecer dúvidas, mas não suprem nossa carência de humanidade.
     Como disse um amigo esta semana, os aplicativos são os terrenos onde praticamos pequenos monólogos. Dificilmente alguém interrompe quem está falando. Falta a incompletude do diálogo, que só o telefonema permite.
      Quantas frases interrompidas, quantos assuntos deixados pela metade, quantos temas que mudam como o vento! Que delícia tudo isso! Tem nada melhor que desligar e bater na testa, esqueci de falar tal coisa. Ligação boa sempre deixa um rabicho de fora, desculpa esfarrapada pra outro telefonema – que, muitas vezes, não será dado.
      Na chamada de vídeo, ninguém fica esplendoroso. O bom é que ninguém também fica assustador – exceto os casos perdidos, claro. Alguns de nós ficam sem saber pra onde dirigir o olhar e outros se atrapalham com os ruídos corporais que podem atravessar o espaço através do celular.
      Sempre checamos nossa imagem, na pequena telinha que aparece como encarte. O cabelo está bom? Não, mas é o que temos para o momento. A roupa, a voz, parece até que vamos corrigir alguma coisa. Mas quando a conversa engata, esquecemos desses detalhes bestas – assim como na vida real.
      Muitas vezes, o melhor vem no fim, quando a conversa termina. Sobra um sorriso meio bobo na cara, aquela euforia de quem passou um dia gostoso na praia. A sensação de ter vivido um momento de prazer é o melhor efeito colateral dessas microtelevisões só nossas.

Fonte: https://vianices.wordpress.com/2020/07/26/face-a-face/
Analise as assertivas abaixo.
I. Em “Sempre checamos nossa imagem” (7º parágrafo), o pequeno trecho sublinhado pode ser considerado uma desinência verbal.
PORQUE
II. Ela indica, além do número “plural” e a pessoa “nós, o tempo verbal, que poderia ser apenas o pretérito perfeito.


Está CORRETO somente o que se afirma em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central da questão: Gramática normativa – Desinências Verbais.

A questão pede análise morfológica do verbo “checamos”, mais especificamente sobre a identificação e função da desinência "-mos". Isso é fundamental para uma leitura instrumental dos textos oficiais e para a escrita correta em relatórios ou fiscalizações, realidades do cargo de Fiscal de Obras.

1. Assertiva I: "Ao afirmar que -mos em checamos é desinência verbal, o item está correto." Seguindo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), desinências verbais indicam flexões pessoa e número. O final -mos sempre aponta para 1ª pessoa do plural (“nós”), característica dos verbos regulares no presente e pretérito perfeito.

2. Assertiva II: A proposta de que "-mos" indica o tempo verbal (por exemplo, apenas o pretérito perfeito) está incorreta. Segundo Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), -mos é desinência número-pessoal, e não traz informação sobre o tempo ou modo. Ou seja, "-mos" aparece tanto em verbo no presente: nós checamos quanto no pretérito perfeito: “nós falamos”.

Regra central: No verbo, a indicação de tempo e modo cabe à desinência modo-temporal. Já a indicação de pessoa e número cabe à desinência número-pessoal. Ex: “Estudávamos”: -va- (modo-temporal), -mos (número-pessoal).

Análise das alternativas:

  • A) CORRETA. Apenas I está correta. A II atribui indicação de tempo a "-mos", erro conceitual.
  • B) Incorreta. A II não é justificativa válida.
  • C) Incorreta. A justificativa da II não é adequada.
  • D) Incorreta. A I está correta.

Estrategicamente: Fique atento em provas a confusões entre desinência modo-temporal (tempo/motivo) e número-pessoal (quem faz).

Resumo: O gabarito é a letra A. Domine a identificação e função das desinências! Isso pode economizar tempo e evitar pegadinhas nas provas.

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Comentários

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Item I está certinho

quanto ao Item II

"Checamos" pode ser Presente do Indicativo ou Pretérito Perfeito do Indicativo

Gab A

Sê forte e corajoso!

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