O campo científico da agroecologia define um AGROECOSSISTEMA como sendo um ecossistema
que conta com, pelo menos, uma população de utilidade agrícola (HART, 1985). Há também autores que
consideram agroecossistemas como sistemas ecológicos alterados, manejados de forma a aumentar a
produtividade de um grupo seleto de produtores e consumidores. Ou seja, plantas e animais nativos são
retirados e substituídos por poucas espécies (PIMENTEL, 1996). Os agroecossistemas tradicionais
surgiram após séculos de evolução biológica e cultural. Representam as experiências acumuladas de
agricultores interagindo com o ambiente, sem, no entanto, acessar insumos externos, capital ou
conhecimento científico. Esses sistemas se caracterizam por apresentar um elevado grau de diversidade
das plantas, geralmente na forma de policultivos e/ou sistemas agroflorestais, o que minimiza os riscos e
estabiliza a produtividade a longo prazo, promovendo a diversidade das dietas. Também maximiza os
retornos a partir da produção baseada em baixos níveis de tecnologia e recursos limitados (AlTIERI, 1995).
Agroecossistemas modernos ou tecnificados apresentam como característica um alto grau de
artificialização das condições ambientais, o que os torna altamente dependentes de insumos produzidos
industrialmente e adquiridos no mercado. Esses insumos são baseados em recursos não renováveis e
são importados de outras regiões, o que, consequentemente, implica gasto de energia com transporte.
Analisando esses dois últimos conceitos, agroecossistemas tradicionais e agroecossistemas modernos, é
possível afirmar que, na realidade amazônica,
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