O texto do Professor e antigo Ministro das Relações Exterior...

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Q3545228 Pedagogia
    “A política externa e a atividade diplomática têm, como um item permanente na agenda, o defender os interesses de um país no plano internacional. Identificar esses interesses e a sua especificidade, diferenciando-os daqueles dos demais atores que operam na vida internacional é, assim, um problema prático e um exercício diário da representação da identidade coletiva de um país.

    Traduzir necessidades internas em possibilidades externas para ampliar o poder de controle de uma sociedade sobre o seu destino é a tarefa da política externa considerada como política pública. (...). Requer novos e abrangentes mapas de conhecimento à luz do processo de globalização que, lastreado na inovação tecnológica, não só acelerou o tempo e encurtou os espaços como também diluiu a diferença entre o interno e o externo.

    A diluição da diferença entre o interno e o externo vem levando ao questionamento de uma das clássicas hipóteses de trabalho da teoria das relações internacionais: a que conferia à política externa uma esfera de autonomia em relação à política interna. (...) 

    É por esta razão que hoje os estudiosos tendem a definir o campo como o das complexas redes de interação governamentais e não governamentais – que estruturam o espaço do planeta e a governança do mundo. Daí o tema de uma diplomacia global e o problema correlato da sua multiplicidade de atores que passaram a incluir, rotineiramente, as empresas transnacionais, as organizações internacionais, a mídia – e seu papel na estruturação da agenda da opinião pública –, os partidos políticos, os sindicatos, as agências de rating do mercado financeiro etc.”


A identidade internacional do Brasil e a política externa brasileira: passado, presente e futuro. Celso Lafer. Adaptado.
O texto do Professor e antigo Ministro das Relações Exteriores do Brasil admite uma série de paralelos entre a carreira diplomática e a atividade de um especialista de cooperação internacional no âmbito da USP. Nesse contexto, “identificar os interesses de um país no plano internacional e a sua especificidade, diferenciando-os daqueles dos demais atores que operam na vida internacional” tem como paralelo plausível a identificação dos interesses de um(a) 
Alternativas

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Alternativa correta: A

1. Tema central da questão

Esta questão aborda o paralelo entre a política externa de um país e a cooperação internacional acadêmico-científica dentro de uma universidade, como a USP. O objetivo é compreender que, assim como um diplomata precisa identificar os interesses específicos de sua nação em meio a múltiplos atores internacionais, na universidade é necessário identificar os interesses de unidades ou grupos de pesquisa no cenário internacional de cooperação acadêmica, considerando sua etapa de desenvolvimento e inserção global.

2. Base teórica

Segundo Celso Lafer, a política externa consiste em representar interesses coletivos de forma diferenciada em relação aos demais países e atores. No contexto universitário, identificar os interesses específicos de grupos de pesquisa é fundamental para traçar estratégias de internacionalização adequadas a cada estágio ou necessidade, conforme orientam diretrizes como as da CAPES para internacionalização universitária.

3. Justificativa da alternativa correta

A alternativa A é correta porque reconhece o grupo de pesquisa ou unidade como sujeito coletivo, alinhado ao papel do país na política externa, e ressalta a importância de identificar sua etapa de cooperação internacional. Assim, adapta-se o raciocínio do texto à realidade universitária: a análise dos interesses deve considerar as particularidades e o momento específico do grupo, permitindo uma atuação estratégica e eficaz.

4. Análise das alternativas incorretas

  • BIncorreta: Foca no pesquisador individual, não no coletivo, perdendo o paralelo com o país/grupo mencionado no texto.
  • CIncorreta: Desconsidera a etapa de cooperação, informação essencial para uma ação estratégica.
  • DIncorreta: Novamente foca no indivíduo e ignora o perfil de cooperação, contrariando o texto-base.
  • EIncorreta: Abrange toda a comunidade e limita à cooperação nacional, desviando do foco em grupos e da cooperação internacional.

5. Estratégias de interpretação

Ao ler a questão, identifique palavras-chave como "interesses específicos", "grupo" e "etapa de cooperação internacional". Evite alternativas que generalizam demais ou ignoram elementos importantes do texto, como a coletividade ou o contexto internacional.

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