Uma mulher de quarenta anos de idade, sem comorbi...
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor abordagem terapêutica diante das recomendações atuais.
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Para resolver esta questão, é importante compreender o diagnóstico e tratamento da trombocitemia essencial (TE), uma das neoplasias mieloproliferativas. Esta condição é caracterizada pela produção excessiva de plaquetas pela medula óssea, o que pode aumentar o risco de eventos trombóticos.
Vamos analisar a abordagem terapêutica correta com base nos achados clínicos e exames deste caso.
Alternativa A - Aspirina em baixas doses (100 mg por dia): Esta é a resposta correta. Em pacientes com trombocitemia essencial, especialmente aqueles que são considerados de baixo risco para trombose (idade inferior a 60 anos, sem história de trombose e sem fatores de risco cardiovasculares significativos), a aspirina em baixas doses é frequentemente recomendada para diminuir o risco de eventos trombóticos. As diretrizes atuais, como as da American Society of Hematology, apoiam essa abordagem.
Alternativa B - Hidroxiureia 500 mg ao dia: A hidroxiureia é utilizada para pacientes de alto risco, que geralmente são aqueles com histórico de trombose, idade avançada ou contagem de plaquetas extremamente alta. Neste caso, a paciente é jovem e não apresenta histórico de trombose ou comorbidades, tornando essa abordagem inadequada.
Alternativa C - Hidroxiureia 500 mg ao dia, associada a AAS 100 mg: Embora a combinação seja útil para pacientes de alto risco, não é indicada para esta paciente de baixo risco. A adição de hidroxiureia não é justificada aqui.
Alternativa D - Ruloxotinibe 10 mg ao dia, com AAS 100 mg: Ruloxotinibe é um inibidor de JAK2 usado em casos específicos, como mielofibrose. Não é o tratamento de escolha para trombocitemia essencial em pacientes de baixo risco.
Alternativa E - Ruloxotinibe 20 mg ao dia isolado: Assim como na alternativa anterior, o ruloxotinibe não é indicado para trombocitemia essencial de baixo risco, principalmente sem a presença de mielofibrose ou outra indicação específica para seu uso.
Em resumo, a aspirina em baixas doses é a abordagem mais adequada para esta paciente, considerando seu perfil de baixo risco e as diretrizes médicas atuais.
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