Nas cirurgias de ponte aorta biilíaca para revascularização ...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda os efeitos hemodinâmicos do pinçamento da aorta durante cirurgias de revascularização de membros inferiores, destacando complicações e respostas fisiológicas esperadas.
Alternativa correta: D) Melhora da perfusão coronariana durante pinçamento da aorta e artérias femorais
Justificativa: Não é esperado que haja melhora da perfusão coronariana durante o pinçamento da aorta. Pelo contrário, ocorre aumento da resistência vascular sistêmica (RVS) e da pressão arterial média (PAM), aumentando a pós-carga do ventrículo esquerdo. Isso pode reduzir a perfusão do miocárdio, principalmente em pacientes com doença arterial coronariana. Estudos, como o de Udelsmann et al., demonstram essa elevação pressórica, com risco de isquemia miocárdica.
Segundo protocolos anestésicos: “O pinçamento da aorta leva a aumento agudo da RVS e da pré-carga cardíaca, exigindo cuidados especiais para pacientes cardiopatas” (Rev. Bras. Anestesiol., 2006, p. 299).
Análise das outras alternativas:
A) Acúmulo de metabólitos na reperfusão — Correta: Ao soltar o pinçamento, há liberação abrupta de metabólitos (ex: ácido lático, potássio), o que pode causar instabilidade hemodinâmica e arritmias.
B) Necessidade de vasodilatadores venosos durante o pinçamento — Correta: Vasodilatadores podem ser necessários para controlar a hipertensão causada pelo aumento agudo da RVS e evitar sobrecarga cardíaca.
C) Vasodilatação sistêmica com instabilidade hemodinâmica — Correta: Ocorre principalmente após a liberação do pinçamento (“washout” de metabólitos), levando a hipotensão significativa.
E) Vasoconstrição pulmonar e perda sanguínea considerável — Correta: São efeitos possíveis, especialmente devido à manipulação cirúrgica e reação ao pinçamento/despinçamento, tornando vigilância essencial.
Pegadinhas e estratégias: Cuidado com frases absolutas ou promissoras como “melhora da perfusão coronariana”. Na prática, só há benefício coronariano se a pós-carga não sobrecarregar o coração, o que raramente ocorre nesse cenário. Preste atenção às consequências fisiológicas, evitando respostas que parecem intuitivas mas não refletem a fisiopatologia real.
Dica de prova: Compare as alternativas com efeitos fisiológicos típicos do procedimento e busque sempre associar ao risco cardiovascular.
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