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Q3190464 Medicina

Sobre doenças valvares, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Na insuficiência mitral, há aumento do volume de sangue na câmara atrial esquerda, levando à dilatação do átrio esquerdo.


( ) As maiores causas de estenose mitral são febre reumática, aterosclerose e endocardite.


( ) Na insuficiência mitral, a meta hemodinâmica antes da circulação extracorpórea é leve taquicardia.


( ) Algumas patologias levam à hipertensão pulmonar, definida como PAP acima de 25 mmHg ou acima de 30 mmHg com exercício.


( ) A meta antes da circulação extracorpórea é manter a pré-carga aumentada na estenose aórtica e na insuficiência aórtica. 


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 

Alternativas

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Tema central: valvulopatias e metas hemodinâmicas, além da definição de hipertensão pulmonar. Exige reconhecer fisiopatologia e condutas-perioperatórias clássicas.

Gabarito: Alternativa E (V – V – V – V – V).

(1) Insuficiência mitral (IM) dilata o átrio esquerdo – Verdadeiro. O refluxo sistólico aumenta o volume no átrio esquerdo (sobrecarga volumétrica), levando à dilatação atrial e, cronicamente, à fibrilação atrial e hipertensão pulmonar. Referência: Harrison’s; AHA/ACC 2020 Valvular Heart Disease Guideline.

(2) Estenose mitral (EM): principais causas – Verdadeiro. A febre reumática é a causa predominante mundial. Em idosos, a degeneração calcífica do aparelho mitral (associada ao envelhecimento e a processo calcificado “aterosclerótico”) pode causar EM. Endocardite infecciosa raramente causa obstrução por vegetações volumosas, mas é etiologia reconhecida. Em provas, estas três costumam aparecer como causas mais relevantes. Referência: UpToDate; Harrison’s.

(3) Meta hemodinâmica na IM: leve taquicardia pré-CEC – Verdadeiro. Evite bradicardia (aumenta tempo diastólico e refluxo). Prefira FC moderadamente elevada (≈80–100 bpm), pós-carga reduzida e pré-carga normal-alta, para diminuir volume regurgitante. Referência: Miller’s Anesthesia; AHA/ACC 2020.

(4) Definição de hipertensão pulmonar – Verdadeiro. Definição clássica: mPAP ≥25 mmHg em repouso ou ≥30 mmHg ao exercício (histórica). Atenção: diretrizes recentes consideram mPAP >20 mmHg em repouso; bancas ainda usam o ponto de corte ≥25. Referência: ESC/ERS 2015 (clássica) e 2022 (atualizada).

(5) Pré-carga antes da CEC na estenose aórtica (EA) e insuficiência aórtica (IA) – Verdadeiro. Na EA, ventrículo rígido depende de pré-carga elevada para manter débito; na IA, há perda diastólica retrógrada, exigindo pré-carga aumentada para débito efetivo. Lembrar: na IA também se busca reduzir pós-carga e manter FC mais alta. Referência: Kaplan’s Cardiac Anesthesia; AHA/ACC 2020.

Estratégias de prova: associe “insuficiência” a metas de FC mais alta e pós-carga menor; “estenose” a manter pré-carga. Para hipertensão pulmonar, memorize o corte clássico (≥25) e saiba da atualização (>20) para evitar pegadinhas.

Por que as alternativas A–D estão erradas? Todas atribuem “F” a itens que são verdadeiros (por exemplo, A marca o 1º como F; B marca 3, 4 e 5 como F; C marca 1,2,3 como F; D marca 2 e 4 como F). Apenas a alternativa E mantém V em todas as assertivas, alinhada à fisiopatologia e às metas hemodinâmicas clássicas.

Referências essenciais: AHA/ACC 2020 Valvular Heart Disease Guideline; ESC/ERS Pulmonary Hypertension Guidelines 2015/2022; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate; Miller’s Anesthesia; Kaplan’s Cardiac Anesthesia.

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