Como se sabe, a rotura prematura de membranas ovulares é um...
Como se sabe, a rotura prematura de membranas ovulares é uma das mais frequentes intercorrências obstétricas com graves repercussões perinatais. Nesse sentido, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I - Em caso de gestações pré-termo, deverão receber antibiótico até a resolução do caso.
II – O período de latência é inversamente proporcional à idade gestacional.
III – Não se deve administrar corticoide nesses casos, mesmo nas gestações entre 26 e 34 semanas pelo risco de infecção.
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Tema central: A questão aborda a rotura prematura das membranas ovulares (RPMO), situação frequentemente encontrada na obstetrícia, que implica riscos tanto para o feto quanto para a gestante, especialmente quando ocorre antes do termo.
Análise do item II – Alternativa correta
O item II afirma: “O período de latência é inversamente proporcional à idade gestacional.”. Esse conceito está correto e é frequentemente cobrado em provas. O período de latência é o intervalo entre a rotura das membranas e o início do trabalho de parto. Quanto menor a idade gestacional, maior tende a ser este período. Isso significa que, em prematuridade extrema, pode-se observar dias a semanas até o parto, enquanto no termo, muitas vezes o trabalho de parto ocorre poucas horas após a rotura.
Segundo o manual "Atenção ao Pré-Natal de Baixo Risco" do Ministério da Saúde: “o período de latência é inversamente proporcional à idade gestacional.”
Análise dos itens incorretos
Item I: “Em caso de gestações pré-termo, deverão receber antibiótico até a resolução do caso.” Esse item é falso. Embora antibióticos estejam indicados em RPMO pré-termo, principalmente para prevenir infecção materna e neonatal e prolongar a gestação, não se faz uso contínuo "até a resolução". O esquema recomendado é por tempo determinado, normalmente de 7 dias, salvo sinais de infecção ou parto iminente. Protocolo do Ministério da Saúde: "O uso prolongado não é rotina e depende da evolução do quadro clínico".
Item III: “Não se deve administrar corticoide nesses casos, mesmo nas gestações entre 26 e 34 semanas pelo risco de infecção.” Esse item é falso. Corticoides estão indicados para maturação pulmonar fetal em gestantes entre 24 e 34 semanas com risco de parto prematuro, inclusive com RPMO, exceto na presença de infecção ativa. O Ministério da Saúde e o UpToDate orientam: “A corticoterapia não é contraindicada devido somente à RPMO”.
Estratégia de prova: Observe sempre os termos “deverão receber”, “não se deve administrar”, que sugerem condutas absolutas. Na medicina, exceções são frequentes, e protocolos raramente são rígidos. Atenção para alternativas muito abrangentes ou limitantes.
Conclusão: A alternativa correta é a B) Apenas o item II é verdadeiro. Esta alternativa está de acordo com as diretrizes oficiais e a fisiopatologia da RPMO.
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