Leia o relato abaixo: [...] duas meninas de quatro anos, uma...
Leia o relato abaixo:
[...] duas meninas de quatro anos, uma negra e a outra branca, que se preparavam para brincar e num dado momento, escolhendo seus papéis na brincadeira, a menina negra disse que queria ser a princesa. A menina branca rebateu dizendo que ela é que seria a princesa.
Depois de alguns segundos, na arena de disputa, cada uma defendendo seu
espaço, a menina branca retrucou, incisivamente:
- Eu vou ser. Não existe princesa negra!
A menina negra parou e foi buscar um apoio em alguém mais velho, a tia, e disse:
- Tia, Tia, não existe princesa negra!?
Como num gesto de socorro, puxando a blusa da tia, pedindo uma afirmação que a colocasse de novo na disputa!
A tia, que observava outra coisa, silenciou, se virou para as meninas e disse:
- Tá, todo mundo é princesa, vai brincar!
A menina olhou, olhou, apertou as duas mãos e saiu com um olhar procurando outros argumentos que lhe faltaram no momento.
https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/2770/1/JSOliveira.pdf p.14,15
Uma das funções da Lei 10.639, de março de 2003, que institui a obrigatoriedade do ensino de História da África e dos Africanos no Currículo Escolar é de permitir o processo de afirmação da identidade da historicidade negada ou distorcida. Portanto, a situação descrita anteriormente: