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Q2902832 Medicina

Um paciente, com quarenta e cinco anos de idade relatou disfagia crônica leve para sólidos, associada a queixas de refluxo noturno. A endoscopia digestiva alta mostrou pequena dilatação em esôfago distal, com sinais de esofagite crônica sem outras alterações.

Considerando o caso clínico descrito, assinale a opção correta.

Alternativas

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Tema central: O quadro clínico apresentado (disfagia crônica leve para sólidos, refluxo noturno, dilatação distal e sinais de esofagite na endoscopia) indica suspeita de distúrbio motor esofágico (como acalasia) ou doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Nesses casos, o desafio reside em definir a real causa da esofagite, já que tanto motilidade alterada quanto refluxo podem estar envolvidos.

Análise e justificativa da alternativa correta (A):
Manometria esofágica avalia a motilidade esofágica (pressão, coordenação e relaxamento do esfíncter esofagiano inferior), sendo fundamental no diagnóstico de acalasia e outros transtornos motores. A pHmetria de 24 horas é o exame-padrão para detecção e quantificação do refluxo ácido. Segundo o UpToDate e obras de referência (Sabiston, Schwartz), a combinação desses exames diferencia refluxo patológico de distúrbios motores em pacientes com sintomas e achados endoscópicos sugestivos.
"A manometria é indicada sempre que há disfagia ou quando os achados endoscópicos não explicam os sintomas." (Sabiston, 21ª ed.)

Análise das alternativas incorretas:

B) A fundoplicatura de Nissen só é indicada após confirmação de refluxo patológico e exclusão de distúrbios motores. Realizá-la sem diagnóstico preciso pode agravar a disfagia.
C) O tratamento-padrão da acalasia é a miotomia de Heller; a esofago-cardioplastia de Thal caiu em desuso.
D) Tratamentos clínico/endoscópicos podem ser paliativos ou de controle, mas raramente são curativos em distúrbios motores estruturais.
E) Embora DRGE seja uma possibilidade diagnóstica, os exames funcionais são essenciais para confirmação; a clínica isolada é insuficiente.

Dicas de prova:
Fique atento quando a resolução pede conduta diagnóstica em casos com sintomas sobrepostos entre DRGE e acalasia. A pegadinha é pressupor o diagnóstico apenas pelo quadro clínico/endoscópico!

Resumo: A alternativa A está correta: manometria e pHmetria são decisivas para diferenciar as causas da esofagite e orientar o tratamento adequado, segundo protocolos atualizados e livros-texto padrão.

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