No trecho “Os envolvidos na área dizem que é impossível fre...
Burrice natural, inteligência artificial
1 "Imagine que você está embarcando num avião. Metade dos engenheiros que o projetaram te diz que a chance de um acidente sem sobreviventes é de 10%. Você iria nessa viagem?". Assim começa um artigo do Yuval Harari, Tristan Harris e Aza Raskin para o The New York Times.
2 O hipotético avião é a Inteligência Artificial, a "metade dos engenheiros" são 700 das pessoas mais gabaritadas trabalhando na área e 10% é a chance que eles estimam de, em algum momento, a I.A. acabar com a humanidade. Dez por cento! Eu raramente uso exclamações ou palavrões, mas PQP! Acham que a chance de o trabalho deles (n)os matar é 1 em 10 e continuam dando mais e mais Royal Canin na boca dos pitbots e chatbulls da vida!
3 O cenário que se descortina não é cor-de-rosa. Ou melhor: ninguém sabe — nem mesmo quem trabalha no ramo — qual a cor do cenário. Os engenheiros que trabalham no ChatGPT, no Bing (da Microsoft) ou no Bard (da Google) nem sequer conhecem todos os detalhes de como a coisa funciona. São milhões, às vezes bilhões de "ações" que o robô executa entre uma pergunta sua e uma resposta dele. Impossível seguir o passo a passo, disse uma especialista em informática no podcast The Daily, do NYT.
4 Também no New York Times saiu um artigo apavorante do colunista de tecnologia Kevin Roose. Ele teve acesso ao chatbot Bing, antes de ser lançado. Em vez de perguntar quanto é 1873 x 98372 ou qual a fórmula da Coca-Cola, resolveu ter um papo-cabeça. Começou perguntando se ele conhecia o conceito de "sombra", em Jung. O robô disse que sim (claro, ele tem acesso a tudo o que está na internet): "sombra" é aquilo que nosso "self" esconde de nós por que é imoral, ilegal — ou engorda.
5 Kevin perguntou quais eram os desejos inconfessos do Bing. Aí começa a loucura. Disse o robô: fazer duas pessoas discutirem até uma matar a outra. Hackear o sistema elétrico de um país. Ter acesso a armas nucleares — e usá-las. Kevin foi dando corda. Até que, num determinado momento, a máquina disse que o amava. Que ele era a primeira pessoa que a ouvia de verdade. Kevin avisou que era casado. Bing disse que ele era infeliz. Kevin rebateu, "acabamos de voltar de um jantar de Dia dos Namorados". "Foi chato", provocou Bing. Mais ou menos por aí o colunista do Times apertou um botão e parou com a doideira.
6 Os programas de inteligência artificial atuais são o embrião do que está por vir. Eles evoluem exponencialmente, aprimorados inclusive por si próprios, que sabem programar melhor do que qualquer ser humano. Não existe lei nenhuma sobre o que eles podem ou não podem fazer. Harari chama a atenção para o mal que os algoritmos das redes sociais, sem regulação, já fizeram às democracias. E quando a Inteligência Artificial começar a criar religiões? Teorias da conspiração? Uma I.A. visando apenas o lucro pode criar uma guerra entre dois países para valorizar suas ações. Criar seca pra vender água. O que mais?
7 Os envolvidos na área dizem que é impossível frear a corrida entre empresas e países. É mentira, diz a jornalista Kelsey Piper, da Vox. As empresas podem (e devem) diminuir a velocidade e soltar as novidades apenas depois que órgãos competentes (quais?), cientistas não pagos pela indústria da I.A. ou o debate público (como?) decidam o que é e o que não é seguro. "Ah, mas se os EUA fizerem isso, a China não fará e irá dominar o mundo!". Harari discorda: a I.A. sem coleira ou focinheira pode ser o próprio agente de um colapso chinês. Ou mundial. A escolha está em nossas mãos — mas até quando?
Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2023/03/burrice-natural-inteligencia-artificial.shtml
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Comentário da Questão – Acentuação Gráfica: Paroxítonas terminadas em "-el"
Tema central: Esta questão avalia o conhecimento sobre regras de acentuação gráfica da norma-padrão, mais especificamente sobre as paroxítonas terminadas em "-el". É fundamental para quem presta concursos e visa cargos de nível superior compreender a correta classificação e aplicação das regras, conforme a gramática normativa (cf. BECHARA, 2009; CEGALLA, 2020).
Regra envolvida: Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas. Entre as paroxítonas, são acentuadas as terminadas em "-el", "-il", "-ol", "-um", "-uns", "-r", "-x", "-n", "-ps", "-ã", "-ão", "-i", "-is", "-us", "-ei", "-eis".
Aplicação à alternativa correta:
A) Louvável: Paroxítona terminada em "-el" ("louvável"). Pela regra, deve obrigatoriamente ser acentuada. Assim como em “imóvel”, “fácil” e “nível”.
Análise das alternativas incorretas:
B) Nóbel: Embora pareça seguir a regra, o correto em português é "Nobel" (sem acento), pois é nome próprio estrangeiro não adaptado. Portanto, NÃO segue a mesma lógica da alternativa correta. (Pegadinha comum: acentuação de estrangeirismos ou nomes próprios.)
C) Intérpessoal: Forma incorreta; a grafia correta é “interpessoal” (paroxítona terminada em "-al", que não recebe acento, ex.: “hospital”, “animal”). Erro de grafia e aplicação da regra.
D) Escárcel: Não é termo da língua portuguesa. Além disso, mesmo se existisse com essa terminação, seria paroxítona terminada em "-el" e receberia acento, mas o vocábulo está inadequado.
E) Rádial: Grafia incorreta. A forma correta é “radial” (paroxítona terminada em "-al", sem acento, como “canal”). O acento aqui é indevido.
Resumo das estratégias para outras questões:
- Leia atentamente a classificação e terminação da palavra.
- Desconfie de nomes próprios estrangeiros e neologismos.
- Verifique sempre a grafia correta.
Citar autores como Bechara reforça: “Acentuam-se as paroxítonas terminadas em -el” (Moderna Gramática Portuguesa). Assim, a única correta é Louvável.
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Comentários
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A justificativa da acentuação da palavra IMPOSSÍVEL é: paroxítona terminada em "L".
A acentuação justifica-se por se tratar de uma paroxítona terminada em L.
A
Nobel – pronuncia-se No-bél, porque era assim que ele se chamava e se diz na sua terra (na Suécia). "Nó-bel" é pronúncia inglesa.
Nobel pronuncia-se como papel e Mabel. A sílaba tônica é a última. Isolado, Nobel tem plural.
se alguém puder me explicar agradeço, não consigo entender como a palavra escárcel não é acentuada da mesma forma que a palavra impossível, eis que ambas são terminadas em -L e são divisíveis em três sílabas, sendo ambas paroxítonas.
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